Vire explorador

Vire explorador

Cornelia Benesch Bonenkamp

23 Setembro 2015 | 09h07

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O que você vê?

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Algumas pessoas talvez digam: dois homens; ou Obama; ou Obama dando uma medalha; ou Obama e Daniel Kahneman; ou Obama dando a medalho do prêmio Nobel de economia a Daniel Kahneman, que escreveu também o livro: Rápido e Devagar – duas formas de pensar.


A foto é a mesma para todos nós, porém cada um de nós conecta com informações diferentes.

O que faz as pessoas verem coisas diferentes? Depende da nossa cultura, dos nossos contextos, grupos sociais, de nossos padrões emocionais, do nosso conhecimento e….

Tudo isto determina a nossa observação e a maneira de lidar com ela. Somos todos limitados pela nossa observação e no dia dia não temos essa consciência.

Como?

Somos todos criados no pensamento cartesiano, mecanicista onde num piloto automático, a base de padrões inconscientes, julgamos: bom ou mau, certo ou errado.  Nessa forma de avaliação não pesquisamos ou exploramos os custos benefícios de uma decisão.

Imagine que uma informação é como um bolo. No pensamento cartesiano, mecanicista, gostamos e comemos ou não gostamos e jogamos fora. Focados no resultado, não exploramos o que faz o bolo ser do jeito que é. No pensamento sistêmico/complexo pesquisamos, exploramos, sem julgar, os ingredientes do bolo. Conhecendo os ingredientes, sabemos quais precisamos usar na próxima vez e o que mais deveríamos acrescentar para obter o resultado que queremos.

Dificuldade com o chefe. Ele é uma pessoa ruim. Não quero mais trabalhar na empresa. Nos despedimos internamente da empresa, do trabalho. Dessa forma estamos no piloto automático, julgando.

OU podemos pesquisar. O que faz a dificuldade acontecer? Qual é a minha parte do incomodo? Qual a parte do ambiente do trabalho? Da cultura ou das regras conscientes ou inconscientes da empresa? Tenho clareza na minha função? Quais os ingredientes da dificuldade? Conhecendo-os e aprendendo com a dificuldade, ela nunca mais aparecerá do mesmo jeito. Deveríamos colocar as dificuldades num prato de ouro, pois são oportunidades para aprender e crescer.

O pensamento cartesiano/mecanicista tem vantagens:

Excelente para máquinas, muito rápido e simples, não requer energia.

Porém, queremos solucionar problemas no trabalho, com a empresa e na sociedade da mesma forma como solucionamos a dificuldade de falta de luz trocando uma lâmpada.

Acreditamos que sabemos o que resolve.

Uma ilusão criada de que podemos, que sabemos tudo. O indivíduo é o foco e está no foco de tudo; pode tudo ou é o culpado.

O uso dessa forma de ver o mundo/a vida tem consequências graves.

Inconscientemente, dividimos o mundo entre o certo e o errado e a nossa visão do mundo vira realidade, vira o nosso filtro de observação no qual percebemos e encaixamos pessoas, fatos e informações. E o que não se encaixa, excluímos.

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Para ter sucesso precisamos pensar e agir fora da caixa, sair de círculos viciosos, explorar o desconhecido.

Precisamos pensar e agir percebendo o outro e as regras dos sistemas que pertencemos, que nos movimentam.

Devemos ver pessoas, informações, empresas, dificuldades na sua complexidade, saber das novas descobertas da neurociência e como funciona o ser humano em grupo. Quais os impactos dos sistemas no ser humano? Precisamos explorar o que é de vários ângulos. Na avaliação de certo e errado ou bom e mal, não exploramos.

Percebendo o que é na sua complexidade, mais conscientes, as decisões se tornam mais sólidas, a nossa COMUNICAÇÃO melhora DRASTICAMENTE e consequentemente conectamos e vivemos com mais SUCESSO.

Explore e pergunte!

Nos escreva e compartilhe sua dificuldade.

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