Dinheiro é motivo de brigas para 17% dos casais, diz SPC Brasil

Dinheiro é motivo de brigas para 17% dos casais, diz SPC Brasil

De acordo com o estudo, o percentual de casos de conflitos aumenta para 22,7% quando analisados casais que estão com contas em atraso

Yolanda Fordelone

29 Outubro 2014 | 12h40

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Muitos casamentos podem acabar em briga quando o assunto é dinheiro, mostra uma pesquisa encomendada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pelo portal de Educação Financeira Meu Bolso Feliz . Entre 656 pessoas casadas ouvidas, 16,7% declararam que a maneira como eles gastam o próprio dinheiro é motivo de briga dentro de casa.

De acordo com o estudo, o percentual de casos de conflitos aumenta de 16,7% para 22,7% quando analisados somente os casais inadimplentes, ou seja, aqueles que estão com contas em atraso. Ao analisar apenas os entrevistados que estão adimplentes – sem nenhuma conta em atraso – o percentual cai para 10,7%.

Para o educador financeiro do portal Meu Bolso Feliz, José Vignoli, os números mostram que grande parte dos problemas de relacionamento começa quando o assunto é dinheiro, mas nem sempre isso é percebido claramente pelos casais. Segundo ele, o dinheiro vem disfarçado nas discussões. “Se falta dinheiro para uma saída, o problema pode ser percebido como falta de romantismo. Se não sobra dinheiro para comprar roupas novas, o problema pode ser entendido como desleixo do parceiro”, exemplifica.


Assim, o dinheiro é o pano de fundo nas discussões e raramente se mostra de forma clara como o grande causador de conflitos.

Excesso de dinheiro. Não só a falta de dinheiro gera brigas, mas o excesso também. “Quando a renda do casal é farta, dificilmente os dois chegam a um consenso sobre os hábitos de consumo de um e de outro e também sobre a melhor forma de administrar as finanças da família”, explica Vignoli. Segundo ele, o homem reclama dos gastos supérfluos da mulher, que por sua vez acha que as conquistas do casal estão sendo adiadas pelo desperdício ou pela “pão durice” do outro.

Para resolver os conflitos, é indicado ser transparente e traçar objetivos em conjunto. O estudo mostra que a falta de transparência pode resultar em um superendividamento e acabar em inadimplência. Um em cada dez entrevistados (10,1%) afirmam que não conseguem ceder à pressão dos filhos e acabam endividados.

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