Mais um caso de gastança de dinheiro público
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Mais um caso de gastança de dinheiro público

Após a polemica gastança do tour pelos Estados Unidos há apenas 3 meses – onde foram locadas 19 limusines – esperava-se que a mandatária tivesse entendido o recado das ruas.

claudiodaolio

29 Setembro 2015 | 17h30

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Mais uma vez, a presidente Dilma dá mau exemplo aos cidadãos brasileiros. Em viagem a Nova Iorque, para participar da abertura da Assembléia Geral da ONU, a presidente se fez acompanhar de numerosa comitiva, formada por assessores como o Advogado Geral da União; o Ministro das Relações Exteriores; as Ministras do Desenvolvimento Social;  do Meio Ambiente;  e a Secretária Geral de Políticas para Mulheres. Além deles, convidou também a filha.

Após a polêmica gastança do tour pelos Estados Unidos há apenas 3 meses – onde foram locadas 19 limusines – esperava-se que a mandatária tivesse entendido o recado das ruas, que não toleram mais as vultosas despesas de viagens ao exterior, especialmente diante da grave crise, que castiga os cidadãos comuns. Entretanto, não foi isso o que se viu.

O grande número de participantes da comitiva e a falta de informações deixam dúvidas: em que medida esses assessores colaboraram com a defesa dos interesses do pais, durante essa viagem? Quais as reuniões de que participaram, representando o Brasil?  Ou foram aos Estados Unidos apenas para fazer claque à presidente?


Na verdade, viagens como essa deixam a impressão de que o discurso de austeridade pregado pela equipe econômica não é seguido pela presidente e por seus assessores mais próximos, que continuam gastando dinheiro público em viagens, hotéis e carros, sem preocupação. Busca-se a legitimação pelo discurso – e não pelo exemplo.

Basta ver que, neste mesmo período, o Papa Francisco esteve nos Estados Unidos, optando por se hospedar em embaixadas e residências oficiais e por se deslocar em aeronaves alugadas, nas quais os jornalistas que acompanham a comitiva pagam passagens.

Até quando o Ministério Público Federal – tão elogiado por sua recente atuação contra a corrupção – permanecerá inerte, fechando os olhos para a gastança de dinheiro público em viagens, que afronta o princípio constitucional da moralidade administrativa?

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