EDILAINE FELIX

23 Janeiro 2016 | 16h14

Museu do Amanhã. Foto: Divulgação/Museu do Amanhã

Museu do Amanhã. Foto: Divulgação/Museu do Amanhã

Sandra Loureiro, professora da PUC e psicóloga

Na semana passada tive o privilégio de conhecer o Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. Bela obra arquitetônica e importante projeto científico, artístico, cultural e social, é um convite à exploração das profundas transformações da época em que vivemos e dos possíveis caminhos para a construção dos amanhãs que queremos.

Seu conteúdo, mesclando filosofia, arte e ciência, é muito bem organizado e faz pensar. O percurso da exposição principal é composto por cinco áreas: Cosmos, Terra, Antropoceno, Amanhãs e Nós.

Os dois últimos chamaram a minha atenção. O espaço Amanhãs foca nas grandes tendências globais: mais pessoas no mundo, vivendo mais tempo, cidades gigantescas, hiperconectividade, intensas transformações do clima e da biodiversidade. Ampliação do conhecimento e aperfeiçoamento das tecnologias.

Somos convidados a refletir sobre como queremos viver com o mundo – pela sustentabilidade – e com os outros – pela convivência.

O percurso se encerra no Nós, que propõe a ideia que o amanhã começa agora, com as escolhas que fazemos. O hoje é o lugar da ação. Se nos conectarmos com o planeta e uns com os outros em nossas diferenças, seremos uma ponte para um futuro sustentável e mais humano.

Em artigo passado desta coluna (17/01), o professor Marcelo Treff mencionou as dez habilidades mais importantes para a carreira do trabalhador do futuro, apontadas no relatório Future Works Skllis in 2020, do Institute for the Future da Universidade de Phoenix (EUA).

A visita ao museu me fez pensar especialmente em duas delas: Inteligência Social e Criação de Sentido.
Inteligência Social é a capacidade de conectar-se com os outros de uma maneira profunda, humana e direta, para sentir e estimular reações e interações desejadas.

Numa dimensão mais ampla, implica a consciência de que somos parte de um todo conectado e que a nossa ação, por menor que seja, tem reflexos e modifica em alguma medida o sistema em que vivemos.

Criação de Sentido é a habilidade para determinar o significado mais profundo no que está sendo dito ou feito e daquilo com que decidimos nos ocupar. Desenvolver estas habilidades parece não somente ser imperativo para uma carreira no futuro, mas é um caminho para a sustentabilidade da vida e da convivência pacífica entre todos os seres humanos, no trabalho e fora dele. E o tempo de desenvolvê-las é agora.

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