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Dia da Felicidade: descubra quais são os colaboradores mais felizes dentro de uma empresa
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Dia da Felicidade: descubra quais são os colaboradores mais felizes dentro de uma empresa

Redação

20 Março 2017 | 06h02

Ilustração: Pixabay / domínio público

Ilustração: Pixabay / domínio público

Sorria! Apesar da segunda-feira, hoje é o Dia Internacional da Felicidade. E se você não está feliz, saiba que entre os trabalhadores de oito países diferentes, numa escala de 0 a 100, a pontuação de felicidade deles é 70.

A pesquisa “Os segredos das Empresas e Colaboradores mais Felizes”, da empresa de recrutamento Robert Half em parceria com a Happiness Works, plataforma para medir satisfação de funcionários dentro das corporações, conversou com 23 mil funcionários da Austrália, Bélgica, Canadá, França, Alemanha, Holanda, Reino Unido e Estados Unidos.

O principal objetivo é mostrar que colaboradores felizes são mais produtivos e trazem mais resultados. “Queremos provar que um ambiente saudável, com pessoas engajadas e envolvidas com a missão da empresa é melhor para todo mundo. Por isso, a felicidade do colaborador deve ser uma das prioridades organizacionais”, diz o gerente de recrutamento da Robert Half, Saulo Ferreira. Para ele, pessoas felizes são mais engajadas, resilientes, leais, comprometidas e influenciam positivamente o seu entorno. Isso faz a empresa ganhar tempo e dinheiro.

Entre as descobertas da pesquisa está o setor mais feliz dentro de uma empresa: as áreas de marketing e tecnologia. Para Ferreira, isso acontece porque esses setores são mais flexíveis e lidam diretamente com lançamentos de produtos e grandes projetos. “Eles estão envolvidos com o que realmente acontece na empresa. Têm um senso de gratificação e lidam diretamente com criatividade.”

Na sequência de áreas mais felizes vem o administrativo, o jurídico, a contabilidade e o financeiro. “A área financeira tem que lidar com o fisco, com o governo, com órgãos reguladores. Por mais que os profissionais possam ser super criativos, eles não conseguem colocar aquilo em que acreditam naquela função”, diz Ferreira.

A pesquisa também analisou qual o tamanho da empresa mais feliz. Ela, em geral, tem menos do que 10 funcionários. Segundo Ferreira, nas pequenas e médias empresas, os poucos funcionários estão de alguma forma envolvidos em tudo que acontece. Os colaboradores têm contato com o sócio, com o investidor, com as outras áreas, e todos estão envolvidos para atingir um resultado. “Todas as pessoas fazem parte de um todo, elas crescem juntas. Nas grandes empresas, o profissional fica muito focado em uma atividade específica, sem ter necessariamente a visão do todo, e isso influencia no nível de felicidade”, diz.

A idade dos colaboradores mais felizes também foi avaliada. Aqueles que têm um nível de felicidade mais elevado são os jovens, entre 18 e 34 anos. “São os profissionais que estão se descobrindo. Ele está se desenvolvendo e aprendendo, está disposto a assumir mais riscos e quer se provar profissionalmente. Isso impacta diretamente na satisfação que ele tem pelo trabalho”, diz Ferreira. Já os mais velhos, que ocupam geralmente os cargos seniores, não têm a felicidade atrelada a um projeto específico ou desenvolvimento profissional, porque ele já cresceu e provavelmente já se desenvolveu.

De acordo com Ferreira, o primeiro passo para que as empresas tenham profissionais felizes em todas as esferas deve ser dado na hora da contratação. “Não vale avaliar o candidato apenas pelas questões técnicas. Ele tem que se encaixar no momento da empresa, combinar com a missão”, diz. A segunda dica é fornecer aos funcionários a sensação de empoderamento, dar autonomia, feedback e sempre manter alinhadas as expectativas da empresa com a do colaborador.

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