O futuro dos idosos – no mundo  e no ambiente de trabalho
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O futuro dos idosos – no mundo e no ambiente de trabalho

Em 2040, mais de 55% da população estará na faixa dos 45 anos de idade, e os de 65 anos ou mais serão quase 25% da população

Redação

20 Maio 2017 | 16h03

Foto: Pixabay/Domínio Público

Por Elisabete Adami Pereira dos Santos*

Já falei por aqui a respeito da questão dos chamados idosos, e os desafios que, no ambiente de trabalho, são impostos às organizações e a eles. O artigo do professor Marcelo Treff, publicado domingo passado, aqui, avançou mais sobre o assunto, e, o último artigo de Lucy Kellaway, publicado no dia 14 no Financial Times, também foca no tema, mas do ponto de vista da discriminação.

Uma expressão que está se tornando quase viral, mas que ainda não está habitando nossos dicionários, é “ageísmo”. Ageísmo é uma tradução livre do inglês “ageism”, e, no Brasil, variante do “preconceito etário”. Que, não necessariamente, está vinculado a idosos. Estando presente mesmo quando se fala de membros de gerações mais novas.


No artigo de Lucy Kellaway, disponível em https://www.ft.com/content/d60d8672-36e5-11e7-99bd-13beb0903fa3, ela pergunta sobre o que as pessoas com mais de 50/60 anos de idade vão fazer profissionalmente já que “vão viver para sempre”.

Uma das formas que o “ageísmo” se manifesta é quando se acredita que as pessoas mais velhas não têm o mesmo vigor das que estão na faixa dos 30 anos. Bem, a ciência diz isso, mas seria verdade em todos os casos? Um jovem tem, sem dúvida, mais energia, mas ele também gasta muito dela em outras atividades, que não profissionais. E esse é um dos argumentos utilizados pela colunista do FT para dizer que os mais velhos estariam na segunda-feira pela manhã muito mais dispostos e alertas para o trabalho. O que penso é que essa opinião é um tanto empírica.

Aqui no Brasil, no entanto, o que as estatísticas nos dizem sobre o futuro dos idosos? De acordo com projeções do IBGE a pirâmide populacional do Brasil, com a qual nos acostumamos, está mudando e deverá chegar a 2040 com uma configuração totalmente diferente: a população jovem decrescendo (taxa de fertilidade despencando), mais de 55% da população estará na faixa dos 45 anos de idade, e os de 65 anos ou mais será quase 25% da população!

Então, mais do que nunca, devemos começar a mudar nossas atitudes e encarar o contingente de idosos como uma força produtiva, que vai demorar para se aposentar e mesmo aposentado voltará a ativa. Organizações devem se preparar e prepará-los para essa nova era.

*Professora da PUC