Mercado de trabalho na área de TIC
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Mercado de trabalho na área de TIC

As tecnologias de informação e comunicação (TIC) são agentes transformadores e fundamentais para alavancar todos os setores econômicos e sociais

Redação

12 Agosto 2017 | 16h03

Foto: Pixabay

Marcelo Treff, professor da PUC

A despeito da crise do emprego e da recessão econômica, há empresas (e oportunidades de trabalho) que estão em alta. O setor de serviços, com raras exceções, vem apresentando perda em todos os meses desde janeiro de 2015, segundo o IBGE. No entanto, o volume dos serviços de tecnologia da informação cresceram 4,2% e a quantidade de profissionais de TI cresceu, em média, 10,9% ao ano no setor.

Para Francisco Camargo, da Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes), isso ocorre porque as tecnologias de informação e comunicação (TIC) são agentes transformadores e fundamentais para alavancar todos os setores econômicos e sociais, tanto as empresas, como a gestão pública e os serviços essenciais à população, como saúde, educação e segurança pública. Isso se deve à expansão das tecnologias associadas a big data, analytics, internet das coisas (IoT), computação em nuvem, terceira plataforma e a transformação digital das empresas, organizações e do governo.


Apesar das perspectivas otimistas para o setor, nos próximos anos, o ambiente tributário complexo e instável, a falta de fontes de fomento e de políticas públicas de longo prazo, a necessidade de desburocratização e, sobretudo, as deficiências na formação de mão de obra, apresentam-se como os principais desafios.

Dados relevantes do setor estão também associados ao mercado de games, que movimenta R$ 900 milhões no País a cada ano e posiciona o Brasil no 11º lugar no ranking de maior mercado de games.

O crescimento dessa atividade tem proporcionado benefícios aos jogadores e aos empresários, além de revelar novas carreiras muito atrativas, em especial para jovens talentos, como empregados, prestadores de serviços ou empreendedores, atuando como trabalhadores na indústria de videogame desde o desenvolvimento até a distribuição dos jogos, ou até mesmo como profissionais que disputam e vencem campeonatos mundiais, fazendo da brincadeira uma profissão.

Segundo a Associação Brasileira de Desenvolvedores de Games (Abragames), 61 milhões de brasileiros se divertem com os jogos online e eletrônicos e o número de desenvolvedores de games cresceu 600% em 8 anos.

Raoni Dorim, sócio da Mopix Games, criadora do jogo Magic Master, sugere a quem pretende ingressar no mercado, “participar de encontros do setor, conhecer as pessoas que trabalham com o desenvolvimento de jogos e se inteirar sobre as novidades do mercado”.