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“Concentração de casas aumenta a possibilidade de verticalização”

claudiomarques

07 junho 2014 | 10:31

Região recebeu 72 lançamentos somente neste ano; preço do metro quadrado ficou ao redor de R$ 10 mil

Para o vice-presidente comercial da Abyara Brokers, Bruno Vivanco, a Vila Mariana é um bairro privilegiado pela centralidade e pela facilidade de serviços. “Se perguntar para 100 pessoas, 99 delas querem a Vila Mariana”, aposta.

Segundo Vivanco, mesmo sem um grande número de lançamentos, a região continuará a ser procurada, e um dos motivos é a quantidade de casas que ainda estão presentes no bairro. “Mesmo sem muitas oportunidades, a concentração de casas no bairro aumenta a possibilidade de verticalização ”, diz.

Rua Estado de Israel (Foto: Felipe Rau/Estadão)

No acumulado de 2014 até abril foram colocadas à venda 9.345 unidades residenciais na cidade. Desse total, a Vila Mariana recebeu 72 lançamentos, de acordo com dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimoniais (Embraesp).

Os empreendimentos lançados este ano no bairro foram distribuídos em 40 projetos de um dormitório e 32 de três dormitórios, com preço médio do metro quadrado avaliado em R$ 9.624, segundo a Embraesp.

Se analisarmos os 12 meses de abril de 2013 a abril de 2014, o bairro recebeu 1.451 unidades. Foram 410 imóveis de um dormitório, 541 de dois, 476 de três dormitórios e 114 de quatro dormitórios. O preço médio do metro quadrado foi de R$ 10.668.

Já nos últimos cinco anos, a Vila Mariana foi responsável por 3.706 novas unidades na cidade. Dessas, 854 foram de um dormitório, 1.530 foram de dois dormitórios, 742 de três quartos e 580 de quatro ou mais dormitórios, ao preço médio de R$ 9.620 por metro quadrado.

Um dos lançamentos deste ano é o Edifício Montblanc, da construtora Fiorese Fernandes. O empreendimento de uma torre, 34 apartamentos de 160 m², tem imóveis de três suítes, e o metro quadrado custa em média R$ 10,5 mil.

Com entrega prevista para agosto deste ano e totalmente vendido, o diretor da construtora, Mario Fiorese – que tem outros empreendimentos na área –, diz que a facilidade de comercialização deves-se à tradição do bairro e das redondezas.
“São bairros consolidados, com transporte, museus, parques, ruas tranquilas e instituições de ensino”, diz Fiorese.