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“Ambientes juvenis estão cada vez mais conectados”

claudiomarques

23 junho 2014 | 10:13

Atentas às demandas
da garotada dos prédios,
incorporadoras dão
prioridade a recintos que estimulam convívio

O desejo de interação e até as necessidades físicas dos mais novos são alguns dos pontos levados em conta atualmente pelas incorporadoras no momento de conceber ambientes destinados ao uso do público juvenil. “É possível desenvolver diferentes espaços para adolescentes, pensar na evolução dessas áreas, de acordo com a faixa etária”, explica o diretor de incorporação da PDG em São Paulo, Maurício Salles.

Segundo ele, a tendência atual dos empreendimentos é ter menos itens nas áreas de lazer e que sejam mais dimensionados para maior utilização. Um exemplo são os salões de jogos que atendem os mais novos, de 11, 12 anos, e os mais velhos, já saindo da adolescência.

“Atualmente, concebemos áreas juvenis mais conectadas, com ambientes multiúsos, pois é essa a necessidade dos jovens: estar conectado o tempo todo.” Segundo Salles, é preciso ter infraestrutura para atender os públicos em todas as idades.

Lugar para ouvir música, ver TV ou bater papo (Foto: Divulgação/PDG)

Adaptação. Para a superintendente de desenvolvimento de produtos da Brookfield Incorporações, Ana Góes, o comportamento dos adolescentes mudou, e os empreendimentos precisaram mudar também. “Hoje, os condomínios precisam ter itens nas áreas comuns que despertem atenção deles.”

Segundo ela, é possível entender as necessidades de cada um dos usuários e aplicar as soluções de acordo com o tamanho do empreendimento. A Brookfield tem condomínios com salas de jogos, lounges, hot zones, pergolados (estrutura que pode ser construída nas áreas comuns), pistas de skate, salas de estudo, espaços para danças, no estilo “baladinha” e até áreas gramadas para camping. “É preciso estimular os jovens para que deixem seus apartamentos e comecem a interagir no edifício”, completa.

 

VEJA MAIS: Adolescentes conquistam espaço nos condomínios

 

Na avaliação do executivo da Marques Construtora, Vitor Marques, a área para jovens nos condomínios são a extensão dos apartamentos – que não são tão amplos – e serve para que eles se reúnam para tocar instrumentos musicais, jogar e estudar com os amigos.
“Tem espaços que são criados especificamente para atender as fases dos jovens, como as salas de estudo, muito usadas por diferentes faixas etárias durante a adolescência – de 10 anos até os mais velhos com 18 anos”, diz Marques.

O executivo ressalta também que os espaços juvenis são diferencias na hora da venda do imóvel para o público família – apartamentos com mais de dois dormitórios. “É uma preocupação para os pais que moram em apartamento. Eles querem espaços alternativos para manter seus filhos por perto”, diz.

Fitness. Os espaços fitness também são pensados para o público juvenil. Para Marques, é importante estimular jogos e esportes nos adolescentes, e o condomínio precisa pensar neles nesses espaços.

“As quadras poliesportivas e os espaços fitness também são pensados para eles. Na concepção dos empreendimentos sempre teremos esporte, saúde e bem estar”, diz a superintendente da Brookfield.

Segundo Ana, parcerias com empresas especializadas também permitem a contratação de professores para ministrar aulas de judô, ballet, tênis e outras atividades esportivas nas academias e quadras.

O diretor de incorporação da PDG esclarece que, na sala de ginástica, o que muda é o dimensionamento do espaço para atender o público adolescente.

“Os pais podem contratar um personal trainer para uma atividade específica para seu filho. Portanto, a área de fitness deve estar adaptada para receber um profissional especializado e para atender os diferentes públicos, inclusive o juvenil, que, cada vez mais, utiliza as academias”, diz Salles.