Comprador é jovem e valoriza localização
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Comprador é jovem e valoriza localização

Estudo mostra características de quem adquire imóvel; perfil muda aspectos dos produtos oferecidos, mas local é essencial para o negócio

EDILAINE FELIX

08 Março 2015 | 10h00

Pensando em aumentar a família, Félix e a mulher, Cristiane, compraram o 2º apartamento

Pensando em aumentar a família, Félix e a mulher, Cristiane, compraram o 2º apartamento

“Percebemos cada vez mais jovens entrando no mercado imobiliário, comprando o primeiro ou até o segundo imóvel. Este é o sonho de todo brasileiro, o primeiro objetivo da vida”, diz o diretor de atendimento da consultoria imobiliária Lopes, Belmiro Quintaes.

Não se trata apenas de uma opinião. Estudo feito pela empresa com seus clientes, de janeiro de 2013 a julho de 2014, mostra que o perfil do comprador médio de imóvel da Região Metropolitana da Grande São Paulo (RMGSP) é solteiro, tem 33 anos, nível superior completo e renda mensal de R$ 8.390. No total, foram ouvidas 11.242 pessoas, que fecharam contratos de compra de imóveis.

De acordo com o estudo, 40% dos novos compradores já estão adquirindo um segundo imóvel. É o caso do contador Daniel Bonilha Félix, de 30 anos, que há um ano e meio tornou-se proprietário de um apartamento na zona sul da capital paulista.

“Eu morava em um apartamento de 80 metros quadrados e já pensando em aumentar a família, minha mulher e eu pensamos em comprar um imóvel com cerca de 110 m² e na mesma região que já morávamos”, diz.

Há três anos ele conta que visitou um empreendimento em lançamento na mesma rua onde morava (e continua morando), mas achou os preços altos. Seguiu procurando e um ano e meio depois, voltou lá e fechou negócio. “Como não encontramos nada melhor e as finanças tinham melhorado, decidimos fechar negócio”, conta.

Félix vendeu o imóvel antigo e financiou o novo pela Caixa Econômica Federal. “A família ainda não aumentou, mas quando crescer já há espaço para todo mundo”, brinca.

Localização, espaço e área de lazer eram suas prioridades. O contador encontrou tudo isso no novo imóvel, de 150 metros quadrados. “Nossas famílias moram no bairro, minha mulher e eu trabalhamos aqui. Não queríamos mudar para longe e encarar o trânsito da cidade.”

Localização. O diretor da Lopes destaca que a localização segue como o primeiro item a ser levado em consideração na hora da aquisição do imóvel. “O comprador está cada vez mais preocupado com a mobilidade, quer morar perto dos grandes centros e ter fácil acesso ao transporte público”, ressalta.

Para Quintaes, a definição do perfil do comprador é fundamental para que as companhias planejem os produtos a serem desenvolvidos. Assim como localização aparece no topo da preferência no momento da compra do imóvel novo, o estudo também aponta que a área de lazer vem em segundo lugar na hora da escolha.

“Não dá para abrir mão da área de lazer, hoje não é possível ter um empreendimento sem piscina na capital, por exemplo.” Segundo Quintaes, há uma quantidade menor de espaços nas áreas comuns, que estão mais bem aproveitados.

Na opinião do diretor da Lopes, o acesso ao crédito impulsionou a chegada dos mais jovens ao mercado. O estudo apontou que 88% dos compradores moradores financiam o imóvel e 12% pagam à vista.

Identificação. Após realizar pesquisa nos estandes para levantamento de 27 indicadores sociais e econômicos, a incorporadora Esser consegue mapear o público alvo e desenvolver produtos adequados ao perfil. “A localização é primordial para o nosso comprador”, diz o diretor comercial da empresa Fabio Sousa que lançou quatro empreendimento em 2014, todos próximos ao metrô.

Segundo o executivo, a pesquisa tem três etapas: identificar onde o interessado mora e trabalha, como chegou ao estande de vendas (se foi indicação, mídia) e que tipo de imóvel e qual o preço procura. A partir de então é possível tabular o perfil do comprador.

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Guiados por esses estudos, a Esser investirá nos próximos anos em unidades de até 45 metros quadrados. “Identificamos que o perfil comprador da Esser quer localização e também imóveis compactos e esse será nosso foco de investimento.”

Para Sousa, a tendência por imóveis de até 70 m² tem ficado mais destacada desde de 2008. Segundo ele, com aumento da renda média dos jovens, ele começou a adquirir o primeiro imóvel cada vez mais cedo.

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