Legislação e governo movimentam mercado no centro de SP
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Legislação e governo movimentam mercado no centro de SP

Plano Diretor Estratégico, Operação Urbana e projeto para a construção de unidades populares estimularão incorporadoras

Redação

05 Agosto 2014 | 13h04

Projeto prevê a construção de mais de 16 mil unidades no centro (Divulgação)

GUSTAVO COLTRI

A legislação deve estimular também o crescimento do centro de São Paulo, ainda que o mercado possa estabelecer limites, de acordo com profissionais do mercado imobiliário.

O presidente do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), Claudio Bernardes, diz que o novo Plano Diretor Estratégico (PDE) da cidade pode estimular as construtoras paulistanas ao permitir o chamado “retrofit total” no centro. Em outro termos, prédios sem valor histórico do centro poderão ser totalmente demolidos, dando lugar a novos prédios, atualizados do pontos de vista da legislação construtiva, com o mesmo coeficiente. “Existem muitos edifícios antigos com um proprietário só (mais atraentes para a negociação das incorporadoras).”


Além disso, a Operação Urbana Centro mantém os incentivos para a construção de edificações com área construída de até seis vezes a metragem do terreno e, por isso, deve permanecer como um indutor para os projetos imobiliários, segundo o diretor de incorporação da Esser, Nick Dagan – a empresa espera lançar em outubro o empreendimento Start Up, com apartamentos de um e de dois dormitórios na Liberdade. “Mas temos de tomar cuidado porque, no futuro, pode haver mais empreendimentos do que a capacidade de compra do consumidor vai suportar, explica.”

Por causa do preço elevado dos terrenos locais, ele acredita que a vocação do centro é espacialmente para ofertas de studios, imóveis de um e, em menor número, de dois dormitórios. “A R$ 9 mil por metro quadrado, um imóvel de 60 m² já ficaria R$ 540 mil. Começa a ficar um valor alto”, explica.

Casa Paulista. O governo também atua para desenvolver o centro. Uma Parceria Público Privada (PPP) liderada pela Agência Casa Paulista, ligada à Secretaria estadual de Habitação, quer requalificar o tecido urbano por meio da construção de 16 mil residências populares. Segundo a entidade, atualmente está sendo preparado o edital do projeto: “A próxima etapa é a publicação do edital de licitação, previsto para breve. Na sequência, a análise das propostas e a contratação da(s) empresa(s)”, manifestou-se em nota.