Conta de luz mais alta este mês. Economize energia

Regina Pitoscia

13 Outubro 2017 | 00h25

Faltou chuva, a geração de energia elétrica pelas usinas hidrelétricas caiu e a conta de luz está mais alta este mês. Vem com custo adicional de R$ 3,50, para cada 100 kWh de consumo. Desde que foi criado em 2013, essa é a primeira vez que o sistema de bandeiras tarifárias vai rodar com a bandeira vermelha, e no patamar 2, o mais alto.

A redução na produção de energia, por causa da queda no nível de água dos reservatórios, é compensada pelas termelétricas a carvão. E nelas, as operações são mais caras. O adicional cobrado na conta pela mudança de bandeira tarifária cobre, portanto, os custos extras de geração.

Reduza o consumo

Sabendo disso, para neutralizar o aumento da conta de luz há uma série de pequenas atitudes que podem e devem ser adotadas para reduzir o consumo.


As providências são simples. Consistem em apagar as luzes dos ambientes que estão desocupados, evitar ligar vários eletrodomésticos em uma mesma tomada, usar fios desencapados ou com emendas malfeitas que permitem a fuga de energia. O uso de extensões ou benjamins resulta em desperdício de energia.

Adotar lâmpadas fluorescentes podem representar uma economia de até  75% em relação às comuns, além do que elas vêm com garantia contra a queima. Dentro desse mesmo conceito, o usuário deve dar preferência a produtos que vêm com o selo de economia de consumo. Nos eletroeletrônicos, o selo Procel indica que são os mais eficientes.

Paredes com cores claras e lustres sempre limpos contribuem para maior luminosidade no ambiente, reduzindo o uso de lâmpadas.  Outra boa dica é aproveitar a luz do dia, o máximo possível, deixando cortinas, portas e janelas abertas. Especialmente nesse período de horário de verão.

É preciso evitar apagar e acender as luzes a todo momento, porque o maior consumo das fluorescentes está no ato de acender.

Eletrodomésticos

O chuveiro deve ser usado com muita consciência, porque ele é um dos aparelhos que mais consomem energia em casa. Vale a pena se acostumar com banhos mais rápidos e a usar de forma adequada as chaves diferenciadas de temperatura. É verdade que no frio fica mais difícil, mas, em dias mais quentes, colocar a chave na posição “verão” pode levar a uma redução de até 30% do consumo. A limpeza dos buraquinhos ajuda a aumentar a vazão da água e o bom funcionamento do aparelho.

As geladeiras e os freezers devem ficar afastados de móveis ou paredes ou fontes de calor, como o fogão ou lugar exposto ao sol, para ter maior eficiência.

Guardar alimentos quentes ou abrir constantemente a porta da geladeira exige mais trabalho do motor para resfriar novamente o ambiente interno do aparelho. Portanto, deve-se evitar fazer isso. A borracha de vedação da porta deve ser mantida em bom estado para a manutenção da temperatura adequada. No inverno, o termostato deve ser regulado para racionalizar o consumo.

Na hora de cuidar das roupas, convém acumular o maior número de peças para lavar ou passar, racionalizando o uso da lavadora e do ferro elétrico. As roupas que precisam de menos calor devem ser passadas por último, até mesmo depois de desligar o ferro.

Tem gente que dorme com a TV ligada. Não custa nada se programar ou então programar o aparelho para que ele desligue sozinho.

Outras dicas

Mesmo deligados, os aparelhos eletrônicos não devem ficar plugados nas tomadas. Quando não estiver em uso, o monitor do computador deve ser desligado ou utilizado o modo de economia de energia.

Especialmente no verão, o uso de ventiladores aumenta consideravelmente. Saiba que, quanto maior o diâmetro das hélices, maior o consumo. Ao usar o ar-condicionado, as portas e janelas devem ficar bem fechadas para aumentar a eficiência do aparelho.

Vale experimentar o uso de energia solar e, quando for viajar, veja se não é o caso de desligar a chave geral.

A mudança de hábitos de consumo não precisa se limitar aos períodos de bandeira vermelha e mais cara, mas para todo o ano. O bolso agradece.