Investindo na aposentadoria? Conheça esses 4 passos fundamentais

Sílvio Guedes Crespo

10 Abril 2018 | 10h26

Vou compartilhar neste artigo os quatro passos que eu sigo para escolher os meus investimentos para aposentadoria. Então se você está juntando uma reserva para o dia em que for parar de trabalhar, acredito que isso pode facilitar também a sua vida, como facilitou a minha.

Aqui vou falar de forma bem objetiva e resumida. Quem quiser mais detalhes pode ver na Semana da Aposentadoria, um evento online que está ocorrendo de 9 a 15 de abril, com o objetivo de ajudar as pessoas a melhorar seus investimentos para aposentadoria.

Então vamos lá, objetivamente, aos quatro passos que eu uso para escolher investimentos que atendam meus interesses quanto à aposentadoria no futuro.

Passo 1: Definir objetivos

Se a gente não define os nossos objetivos, fica muito difícil ter disciplina para continuar investindo mensalmente pelo tempo necessário.

Então, eu deixo muito claro o seguinte: quando eu pretendo parar de trabalhar, quanto pretendo ter para gastar por mês na fase da aposentadoria e por quanto tempo acredito que vou viver depois que parar de trabalhar.

Minha sugestão é que você anote isso, encare essa realidade, mesmo que às vezes pareça dura, porque quanto antes você fizer isso, mais tempo você vai ter para se preparar. E, portanto, maior a chance de atingir o seu objetivo.

Passo 2: Identificar o caminho mais seguro

Existem investimentos de baixo risco, de médio risco e de alto risco. Como você vai saber quais deles escolher? Como saber quanto da sua carteira vai ser de baixo risco, de médio e de alto?

Cada um pode ter a sua estratégia para entender isso. No meu caso, o que funciona é o seguinte: primeiro projetar o que vai acontecer se eu escolher o caminho mais seguro, ou seja, se eu aplicar somente em investimentos de baixo risco.

Depois, eu faço projeções do que pode acontecer com o meu dinheiro, para o bem e para o mal, se escolher aplicações mais arriscadas.

Então vamos lá: o passo 2 consiste em projetar quanto eu precisaria guardar por mês, para chegar na minha meta, se aplicasse somente em investimentos de baixo risco.

É possível fazer essa conta com diversas calculadoras na internet e eu vou também mostrar como se faz em um dos vídeos da Semana da Aposentadoria.

Uma vez que você fizer essa projeção, vai aparecer um resultado. Por exemplo, vai aparecer que você precisa investir R$ 2.000 por mês se quiser depender apenas de aplicações de baixo risco.

Se o valor que aparecer na sua projeção for muito alto e você não puder ou não quiser arcar com ele todo mês, pode começar a avaliar a possibilidade de incluir na carteira aplicações de risco mais alto. Se for esse o caso, passamos para o passo 3.

Passo 3: Identificar o caminho possivelmente mais rentável

No passo 3, eu começo a avaliar as aplicações de risco médio e alto. Eu olho o seguinte: se eu investir todo o meu dinheiro em ações, quanto eu conseguiria acumular em um cenário otimista? E em um cenário pessimista?

Calma, não é que eu vá colocar todo o meu dinheiro em ações. Eu apenas faço essa conta para ter uma noção dos meus limites. Por exemplo, pode ser que o cálculo indique que, colocando tudo em ações, em um cenário otimista eu precise investir apenas R$ 300 por mês para atingir meus objetivos. E em um cenário pessimista eu precisaria de R$ 10 mil por mês.

Nesse caso, esses números servem de referência para eu saber o que pode acontecer de melhor e de pior com os meus investimentos. Isso serve de referência para eu passar para o próximo passo, que consiste em escolher os investimentos e definir o percentual de cada um na minha carteira.

Mas antes de passar para o próximo passo, vale lembrar o seguinte: todos esses números são estimativas. Você nunca consegue prever exatamente quanto vai conseguir acumular, mesmo nas aplicações. Às vezes, pode acontecer um resultado pior do que a sua previsão mais pessimista, bem como pode acontecer um resultado melhor do que o cenário mais otimista.

Esses números, portanto, são referências para você tomar suas decisões de investimentos. Mas a carteira precisa ser acompanhada sempre, pois sempre há mudanças inesperadas de rumo.

Passo 4: Escolher os investimentos

Depois que eu já estimei quanto precisaria investir por mês em aplicações de vários níveis de risco, o que eu faço é listar todos esses números e começar a fazer projeções de carteiras diversificadas. Por exemplo, se eu investir 50% em aplicações de baixo risco e 50% em aplicações de alto risco, qual será o meu resultado, no cenário mais otimista? E no cenário mais pessimista?

Se eu não me sinto confortável com o resultado, mudo as proporções. Por exemplo, para 60%/40%, ou para 70%/30%, e por aí vai. Até eu chegar a uma proporção que me deixe confortável.

Essa foi a forma que eu encontrei para definir meus investimentos em aposentadoria, pois nunca me dei bem com esses formulários prontos de perfil de investidor. Nunca me senti “representado” por eles…

Mas gostaria de lembrar que não existe uma fórmula única que todos devem seguir. Pode ser que você se dê bem com formulários de perfil de investidor, ou pode ser que tenha sua própria estratégia. Esta que eu compartilhei aqui é a minha estratégia, que tem funcionado para o meu caso.

Talvez pareça difícil fazer esses cálculos, de traçar o cenário otimista e pessimista, fazer estimativas e tal. Mas na verdade isso só é difícil se você não tem as ferramentas adequadas.

Como eu já disse, vou explicar isso em detalhes na Semana da Aposentadoria e vou também compartilhar algumas das planilhas que eu mesmo uso. Se tiver interesse, pode entrar no evento e seja bem-vindo! O acesso é gratuito e os vídeos ficarão no ar até domingo (15/04).