CEOs contam  como superaram  este ano de recessão
As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

CEOs contam como superaram este ano de recessão

Executivos também comentam quais são as estratégias que utilizam para relaxar e controlar a própria tensão e da equipe

CRIS OLIVETTE

24 Dezembro 2017 | 07h44

Caroline Heinz. Foto: Christian Rodas

Para muitos brasileiros 2017 não deixará saudades. E para saber como algumas empresas superaram as dificuldades de um ano de recessão, perguntamos a seus CEOs como venceram os desafios e quais armas utilizaram para manter o equilíbrio próprio e da equipe.

Diretora de operações da HempMeds® Brasil (responsável pela primeira importação legal de produto à base de canabidiol (CBD), Caroline Heinz diz que a maior dificuldade foi trabalhar com um produto importado, com valor em dólar. “Tivemos de fazer preços especiais para o Brasil, para que as famílias tivessem acesso ao medicamento”, conta.

24.2 Thomas Batt, CEO da Seguros SURA Brasil Foto Ricardo Godoy

Na Seguros Sura Brasil, a primeira ação foi fortalecer o propósito da empresa. “E qual é ele? Gerar experiências positivas às pessoas, a começar pelos funcionários. Realizamos ações internas para que líderes e equipes criassem um ambiente muito saudável. E para aprimorar a relação com corretores, parceiros e clientes, criamos metodologias para atendimento ágil e preciso das demandas, a fim de superar expectativas”, diz o CEO, Thomas Batt.

Na Locaweb, 2017 foi um ano de recuperação. “Os nossos principais objetivos e desafios foram reduzir os custos para recuperar margens e melhorar a geração de caixa. Tivemos impacto razoável nos custos em 2015 e parte de 2016, por conta do aumento drástico do dólar e da eletricidade. Mas como alguns de nossos produtos crescem acima de 25%, atravessamos o ano de recessão com taxas de crescimento positivas”, afirma o CEO, Flávio Jansen.

Flávio Jansen. Foto Eduardo Gurman

No caso da Dormakaba Brasil, a dificuldade foi maior por conta da fusão da Dorma com a Kaba. “Destaco o gerenciamento de mudanças, desenvolvimento de cultura organizacional comum, quebra de paradigmas, movimentação de pessoas e ativos.

Focamos também na identificação de produtos e canais de venda nos quais a recessão se apresentou menos severa”, diz o CEO, Tomas Catafay.

Tomas Catafay. Foto: Sérgio Andrade

O presidente da Unisys para América Latina, Eduardo Almeida, diz que 2017 exigiu maior capacidade de gestão e resiliência em todas as corporações.

“Na Unisys não foi diferente. Fizemos análise profunda dos principais negócios da empresa. Além disso, nos mantivemos atentos à movimentação do mercado e às novas tecnologias, o que nos permitiu oferecer serviços e soluções de alto desempenho e não apenas produtos. No decorrer do ano, essa estratégia se mostrou correta.”

Aprendizado. Rever estratégias, trabalhar com comitê executivo, estreitar os relacionamentos e a tornar a equipe mais forte, aprimorar relacionamento interpessoal e falar abertamente sobre as dificuldades.

Armas. Exercitar a inteligência emocional, praticar ioga e meditação, ter disciplina no horário de trabalho, fazer exercícios físicos e praticar esporte, ter sono regular, manter equilíbrio energético holístico, ficar perto da natureza, cultivar plantas e ouvir música estão entre as alternativas apontadas pelos CEOs para reduzir a tensão.

Time. Em tempos de recessão, as incertezas ganham força e criam angústias que afetam o bom funcionamento das equipes. Como remédio para este mal os CEOs mantiveram comunicação eficiente com conversa franca e aberta sobre os desafios, estimularam o engajamento, comemoram novos projetos junto com o time, construíram estratégias em conjunto com as equipes e mantiveram o positivismo e a calma.

Expectativas

l Futuro
Caroline Heinz está focada no registro do produto e em tornar o canabidiol mais acessível

l Meta
Flávio Jansen espera aumentar o faturamento em cerca de 15% e acredita que 2018 será o melhor ano desde 2013

l Crescimento
Thomas Batt quer atingir rentabilidade acima do custo de capital e crescer acima do mercado

l Prudência
Apesar dos sinais de retomada da economia, Tomas Catafay
sugere ser conservador já que o ambiente de negócios em 2018 estará sujeito às incertezas de um período pré-eleitoral

l Expansão
Eduardo Almeida vê expectativas positivas, ainda que com certa prudência. Ele acredita em um 2018 com muitas oportunidades para expandir ainda mais a operação na América Latina