Clube de corrida vira negócio com loja virtual
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Clube de corrida vira negócio com loja virtual

Só para elas, ‘Divas que Correm’ possui adeptas em 14 Estados e reúne corredoras de todas as idades, para proporcionar bem-estar físico e mental

Claudio Marques

04 Fevereiro 2018 | 06h54

Giselli Souza (de óculos escuros e camiseta rosa ao lado do bolo, olhando para baixo) criou o Divas que Correm; na foto, um evento no Minhocão – Foto: Edson Lopes Jr.

Por Letícia Ginak / Especial para o Estado

Há cinco anos, a maratonista e triatleta amadora Giselli Souza criou um clube de corrida com o simples objetivo de não treinar sozinha para as competições. O que ela não imaginava é que o ‘Divas que Correm’ a faria se tornar empreendedora.

Com a forte contribuição das redes sociais, o clube só para mulheres foi ganhando cada vez mais adeptas. A criação de uma camiseta que identificasse as adeptas como membros do grupo foi o embrião de uma loja virtual de roupas e acessórios esportivos exclusivos da marca, tudo criado por Giselli.

“Eu me inspirei nos modelos de clubes americanos, que têm diversidade, com mulheres de todas as idades, classes sociais e corpos. Utilizamos a corrida de rua como instrumento de empoderamento feminino”, conta Giselli. A diversidade está estampada nas roupas, com tamanhos reais para todas as integrantes, que são, inclusive, as modelos oficiais da marca.

Além da loja virtual, líderes do grupo espalhadas por 14 Estados também são responsáveis por revender as peças. “Elas compram com 20% de descontam e depois não precisam me pagar nenhuma comissão. Para muitas, essa é uma fonte de renda complementar, que proporciona independência financeira”, diz. As peças têm valores diversos, como por exemplo uma pulseira de R$ 25 ou um short-saia esportivo a R$ 185.

O clube ainda conta com algumas parcerias, como assessorias esportivas, em que Giselli recebe uma comissão por aluna. Porém, a atleta entende que o sucesso do clube vai além da prática esportiva. “O modelo de negócio que eu vejo para o ‘Divas’ não é nesta parte de educadores físicos, mas sim os eventos.” Em março deste ano, haverá a festa oficial que comemorará os cinco anos do clube. Como ingresso, Giselli desenvolveu um kit que contém uma camiseta, uma bolsa e uma medalha, no valor de R$ 65. Em menos de 24 horas, 250 kits foram vendidos.

O sucesso do ‘Divas que Correm’ tem como base o senso de pertencimento a uma comunidade e a rede de apoio proporcionada por ela, segundo Giselli. Mais do que exercitar o corpo, as ‘divas’ aplacam a solidão e trabalham a autoestima. “A corrida é o nosso ímã. Temos no clube aposentadas que se sentiam só, pessoas que enfrentam a depressão. Trabalhamos corpo e mente.”

Na linha do estilo de vida saudável, Daniele Facanha criou o Da Cumadi, cozinhando pratos saudáveis na casa dos clientes.