Número de mulheres microempreendedoras mais do que dobra
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Número de mulheres microempreendedoras mais do que dobra

Número de microempreendedoras individuais saltou de 1,3 milhão, em 2013, para 3 milhões em 2018, um aumento de 124%

REDAÇÃO

08 Março 2018 | 07h02

Foto: Pixabay

Levantamento feito pelo Sebrae Minas, com base nas informações disponíveis no Portal do Empreendedor,  aponta que em cinco anos mais que dobrou o número de mulheres atuando como microempreendedoras individuais (MEI) no Brasil. Segundo a entidade, o número saltou de 1,3 milhão, em 2013, para 3 milhões em 2018, um aumento de 124%.

Até fevereiro deste ano, conforme dados da Receita Federal, dos 6.389.621 MEI existentes no País, 48% são mulheres. No Rio de Janeiro, elas são maioria (51%). Em Alagoas e Ceará, as empreendedoras representam a metade dos formalizados. Em Minas Gerais, dos mais de 736 mil MEIs, 47% são mulheres, totalizando 347 mil empreendedoras no Estado. O Estado de São Paulo lidera o número total de MEIs, com 1.655.463. Desses, 48% são mulheres, equivalente a 783.609.

Demissões no setor

O Sebrae Minas realizou outro levantamento relacionado ao mercado de trabalho das micro e pequenas empresas (MPE), com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), órgão ligado ao Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O estudo identificou que dos mais de 8 milhões de demitidos pelas MPE em 2017, 39,8% eram mulheres. Os setores de serviços e comércio foram responsáveis por mais da metade dos desligamentos das trabalhadoras (2,9 milhões).

Diferença Salarial

No entanto, apesar do aumento da participação das mulheres no mercado de trabalho das MPEs, elas ainda estão em desvantagem na questão salarial. De acordo com dados do Caged, as mulheres contratadas em 2017 ganhavam, em média, R$ 1.281,87, ou seja, R$ 150,03 a menos que os homens.

Entre as demitidas que tinham salário médio de R$ 1.380,73, a diferença salarial chegava a R$ 179,13. O maior contraste foi entre as mulheres demitidas que tinham o ensino superior completo. Elas chegavam a ganhar R$ 1.161,39 a menos que os homens na mesma situação.