Grupo adota franchising e fatura R$ 18 milhões
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Grupo adota franchising e fatura R$ 18 milhões

Carlos Alexandre Gomes decidiu expandir seus empreendimentos adotando esse modelo de negócio e criando uma rede de projetos

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14 Maio 2018 | 07h47

Carlos Alexandre Gomes. Foto: Lorena Carvalho

Matheus Riga
ESPECIAL PARA O ESTADO
O segredo por trás do faturamento de R$ 18 milhões em 2017 do Grupo Empresarial Seleta está na criação de uma rede de projetos que se interligam, de acordo com o diretor executivo da marca, Carlos Alexandre Gomes.

Com três negócios criados – a corretora de seguros San Martin, o banco Banneg e a consultoria Seleta – e mais de 20 anos à frente deles, o empreendedor afirma que investir nas redes de franquias foi o seu maior trunfo para o crescimento.

Esse modelo de negócio chamou a atenção de Gomes em 1999, quando ele acompanhou de perto o crescimento da rede de cursos profissionalizantes Microlins. Na época, ele dava aulas de treinamento para vendedores e balconistas.

“O mais interessante do franchising é a velocidade com a qual os negócios se expandem com custos menores”, afirma. “Antes, para encorpar um negócio, você precisava abrir uma filial, contratar mais funcionários e suportar os custos.” Segundo ele, a divisão de responsabilidades com os franqueados é uma excelente opção.

Apesar de ter conhecido esse modelo em 1999, o empreendedor não conseguiu investir de imediato em franchising. “Em 2004, eu ainda prestava serviços para a Microlins e decidi franquear a San Martin, mas as regras do mercado de seguros na época me impediram de fazer isso”, diz.

Faxineiras. Essa imposição levou Gomes a criar uma segunda empresa, a Maria Brasileira, que fazia agenciamento de domésticas, faxineiras e camareiras. Em pouco tempo, ele vendeu a nova marca e investiu todo o dinheiro para montar suas próprias franquias. Em 2014, a sua corretora de seguros adotou o modelo em definitivo.

De São José do Rio Preto, Gomes iniciou sua trajetória como office boy de uma construtora da cidade. Mais tarde, ele se formaria em administração pública pela Universidade Federal de Ouro Preto, o que acabaria lhe dando o conhecimento necessário para criar a sua primeira marca em 1995, a corretora de seguros San Martin.

Na época, sua noiva, Caroline Gomes, agora sua mulher, entrou como sócia da San Martin. Além de oferecer seguros que apenas eram vendidos na capital paulista, como os de responsabilidade civil, a empresa também oferecia atendimento 24 horas. “Nenhuma corretora oferecia esse tipo de serviço, eram apenas as seguradoras”, afirma.

“Foi esse primeiro negócio que me impulsionou a fazer os outros”, afirma Gomes. “Até então, eu só tinha sido funcionário dos outros.”

A partir desse momento que, segundo o empreendedor, ele descobriu que conseguia gerir algo do zero e poderia criar outros projetos.

O trabalho que Gomes realizava para a Microlins foi o que deu início ao braço de assessoria corporativa da Seleta.

Dando aulas para incrementar a renda após seu casamento com Caroline, foi essa oportunidade que abriu os olhos do empreendedor. “Depois de um tempo, fui chamado para fazer uma consultoria para eles,”, afirma. “Percebi que poderia me especializar nisso e decidi investir nesse ramo.”

Hoje, a consultoria Seleta, segundo ele, é especializada na criação de universidades corporativas, que criam metodologias para ensinar funcionários e franqueados a agirem de acordo com as normas da franquia.

Para isso, são produzidos cursos, materiais didáticos e vídeos. “Quando alguém nos procura, é porque quer expandir a marca uniformemente e resolver conflitos com os pequenos investidores”, diz Gomes.

Desafios. Com a monetização de seus três negócios – a comercialização dos serviços das seguradoras pela San Martin, as consultorias e universidades corporativas da Seleta, e a venda de produtos financeiros pelo Banneg –, o Grupo Empresarial Seleta teve uma receita de R$ 18 milhões no ano passado.

Para chegar a esse resultado, Gomes avalia que seus maiores desafios foram fora dos empreendimentos. “De 1999 para cá, tive grandes dificuldades de saúde”, diz. “Venci um pequeno tumor, e depois tive dois acidentes vasculares cerebrais (AVC)”, conta.

Ele minimiza outros tipos de dificuldades, ao dizer que, para o empreendedor, problemas financeiros e excesso de trabalho são batalhas que podem ser superadas quando se tem saúde, energia e disposição.

A sua motivação para sempre retornar ao trabalho foi o impacto que suas empresas têm sobre os outros. “Sempre teve muita gente dependendo de mim. As famílias dos franqueados, dos funcionários, e os clientes.”