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Publicidade se mantém a alma do negócio

Investimento na área deve ser visto pelo empreendedor como essencial, porque é a melhor forma de tornar a marca conhecida pelo publico

CRIS OLIVETTE

15 Outubro 2017 | 07h41

Vinicius Todeschini , sócio da inVicio CrossFit. Foto: Gabriela Bilo/Estadão

Apesar de antigo, o ditado ‘a propaganda é a alma do negócio’ continua atual. Afinal, é por meio da publicidade que o empresário apresenta seu negócio ao público e atrai clientes.

“A publicidade deve ser encarada como um investimento fundamental para o negócio. Ela é essencial, porque só há duas maneiras de entrar dinheiro no caixa. Uma é o cliente colocando, a outra é o empresário colocando”, diz a consultora do Sebrae-SP Cássia Godinho.

Ela lembra que o estudo Causas Mortis, realizado pelo órgão, aponta que mais de 25% das empresas que falem nos cinco primeiros anos de vida não investem em publicidade.


Dados do Google, um dos maiores canais de publicidade do mundo, apontam que 98% dos consumidores procuram por empresas na web, segundo levantamento feito pela companhia.

Cássia ressalta que não basta anunciar o que a empresa faz, é preciso divulgar o que ela faz de melhor, qual é o seu diferencial. “Tem de deixar claro por qual motivo o cliente deveria escolher a sua empresa em detrimento de outras semelhantes.”

Um dos quatro sócios da inVicio CrossFit, Vinicius Fernandes Todeschini, afirma que desde o início do negócio, ele e os sócios detectaram a necessidade de realizarem campanhas de divulgação. “Procuramos uma empresa que nos desse suporte e nos ajudasse nas estratégias de comunicação”, conta.

Lançado em junho, o negócio tem sido um sucesso, segundo o empresário. “Estamos completando três meses de atividade e já temos mais alunos que a maioria dos ‘box de crossfit’ (nome dado às academias que oferecem o esporte), que estão em operação há um ano.”

Todeschini afirma que conquistar 135 alunos nesse curto período é muita coisa para um negócio desse segmento. “A meta normal para esse tipo de negócio é alcançar 100 alunos em um ano.”

O empresário considera que o bom desempenho se deve a um conjunto de fatores. “Primeiro, estamos em uma localização muito boa. Segundo, temos grande conhecimento na área, trabalhamos com profissionais gabaritados e construímos estrutura diferenciada. E em terceiro lugar, somos muito forte em comunicar tudo isso aos alunos, realizando campanhas de divulgação da marca.”

Entre as estratégias adotadas está a panfletagem, campanhas e postagens nas redes sociais que são impulsionadas para gerar mais visualização por meio de técnicas aplicadas pela empresa de comunicação contratada.

Segundo Todeschini, o investimento em publicidade representa 17% das despesas da empresa. Em relação à receita, o investimento equivale a 8% do faturamento mensal. “Nossa meta é chegarmos a 230 alunos até o final do ano. Em 2018, devemos alcançar a capacidade máxima de 350 alunos. A partir daí, vamos investir em novo espaço em outra região da cidade.”

Cássia Godinho, consultora do Sebrae-SP. Foto: Patrícia Cruz/Divulgação

A recomendação de Cássia é que as empresas invistam 5% do faturamento em publicidade. “Mas esse valor não é regra para todos. O ideal é existir um valor fixo mensal, composto por verba fixa e variável. Assim, haverá uma verba mínima, mesmo quando as coisas não estiverem bem, porque o empresário não deve deixar de investir justamente naquilo que ajuda a atrair mais clientes”, afirma.

Fundada por Fernando Braojos, em 1987, a Maxilit Materiais para Construção é comandada há dez anos por seu filho, Tadeu Braojos.

O administrador conta que há três anos passou a investir na profissionalização das campanhas de publicidade. “Contratei uma empresa especializada, porque acredito que o trabalho de divulgação é fundamental. Sempre temos feedbacks de clientes que relatam que encontraram nossa marca em pesquisas realizadas em sites de busca e nas redes sociais. Isso deixa evidente que a divulgação funciona e nos ajuda bastante.”

Segundo ele, as sua promoções são divulgadas no Facebook, nas rádios e TVs da região de Presidente Prudente, onde a empresa está instalada, e também no site da Lista Mais, que cobre toda a região. “Temos uma página dentro desse site que permite ao público solicitar orçamento”, conta.

Braojos investe de 1% a 1,5% do faturamento mensal em publicidade. “Conseguimos importantes resultados nos últimos anos. Apesar da crise, mantivemos taxa de crescimento entre 5% e 10% ao ano. A divulgação e as promoções nos ajudaram a atrair novos clientes.”

Sucesso inspira nova atividade

A experiência positiva que a produção de bolos de pote proporcionou ao casal Midiã Chaves e Jonatas Sacramento inspirou a criação de outro negócio, o Bolo que Transforma.

Midiã Chaves e Jonatas Sacramento, donos da Bolo que Transforma. Foto: Paul Henry Photography/Divulgação

“Como o negócio com a marca Midi Bolos e Tortas estava dando certo e nos ajudando na complementação de renda, criamos cursos digitais para ensinar outras pessoas a produzirem bolos de pote e terem renda extra. Adotamos o nome Bolo que Transforma, porque o negócio realmente transformou nossa vida”, diz Sacramento.

Depois de juntarem as receitas mais simples em uma apostila digital, há dois meses Midiã e Sacramento começaram a comercializar o material pela internet. “O curso inclui assessoria via chat, para tirar dúvida. Mas agora estamos migrando o curso para uma versão em vídeo.”

Segundo ele, a decisão de alterar o formato do curso foi tomada após conversarem com o pessoal de uma agência de comunicação.

“Eles nos mostraram que já existem muitos cursos online. Percebemos que oferecer o curso em vídeo será mais atrativo e irá facilitar o entendimento dos alunos. Estamos na fase de produção e devemos lançar o material até o final de outubro.”

Sacramento conta que os dois ainda mantêm emprego formal. “No começo, eu mesmo fazia as fotos e postava nas redes sociais, além de ajudar na produção dos bolos. Estava difícil manter todas essas atividades, por isso contratamos uma assessoria.”

O empreendedor conta que entendeu que o trabalho de divulgação é muito mais amplo. “Eles mudaram nosso logotipo, reformularam nossa página e o resultado foi ótimo. Tínhamos menos de dois mil seguidores e em pouco tempo alcançamos 13 mil seguidores”, comemora.

A assessoria também criou um grupo vinculado à página deles no Facebook, porque as pessoas gostam de interagir. “Começamos com 40 pessoas, hoje são 55 mil e não para de crescer.”

Pequenas empresas ajudam empresários a divulgar marca

Donos da agência Avanço Web Mônica Silva e Willian Chaves consideram que ter marca bem planejada e com boa estratégia de marketing é importante, mas afirmam que a presença online é fundamental. “Oferecemos desenvolvimento completo da marca, desde a criação do logotipo e papelaria, até as ações online”, diz Mônica.

Mônica Silva e Willian Chaves, donos da Avanço Web. Foto: Paul Henry Photography/Divulgação

Segundo ela, além da ferramenta Google Adwords, pela qual a empresa paga para aparecer mais rápido nos mecanismos de busca, também é possível trabalhar gastando menos, com o Search Engine Optimization (SEO).

“Essa solução é ideal para quem não tem como investir alto. Com o SEO fazemos o site aparecer no Google de forma orgânica, sem ter de pagar o anúncio, proporcionando uma apresentação forte na web.”
A empresária que emprega três pessoas e atende 15 clientes fixos, além de outros que demandam trabalhos esporádicos, espera dobrar o número de clientes até o final do ano.

CEO da plataforma Lista Mais, que conecta consumidores com negócios e serviços instalados na região de Presidente Prudente, João Paulo Gonçalves diz que a empresa permite ao consumidor localizar prestadores de serviços e negócios da região, que é formada por mais de 50 municípios.

“Cobramos um valor que cabe no bolso de pequenos empresários. A média de renovação de contratos é 75%, o que comprova que os clientes têm retorno.”

João Paulo Gonçalves, CEO da Lista Mais. Foto: Gustavo Santos/Divulgação

Segundo ele, a plataforma permite ao anunciante saber quantas ligações foram geradas a partir do site Lista Mais e também a quantidade de orçamentos solicitados.

Gonçalves afirma que a marca vai levar o mesmo serviço para todo o Brasil. “Formatamos o modelo de franquia e estamos com três unidades próprias.

“As unidades irão vender serviços que necessitam de presença local. Oferecemos, por exemplo, serviço de filmagem. A empresa contrata nossa plano e nós produzimos vídeo de apresentação do negócio para ficar exposto no site. Também temos consultores de venda que fazem visita presencial.”

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