BC do Japão evita mais políticas de afrouxamento
TÓQUIO, 12 JUL - O Banco do Japão, convencido de que a robusta demanda doméstica manterá a recuperação econômica do país nos trilhos, evitou nesta quinta-feira adotar mais políticas de afrouxamento apesar da desaceleração global do crescimento, que tem feito outros bancos centrais no mundo ampliarem o estímulo.
Embora o presidente do BC, Masaaki Shirakawa, admita que o crescimento global esteja se desacelerando mais do que o esperado, ele sinalizou que o BC não está disposto a seguir outros bancos centrais e adotar em breve uma nova política de afrouxamento.
"É claro, cada banco central, ao avaliar sua economia, observará a economia global. Isso significa que, como resultado, os bancos centrais podem avançar ao mesmo tempo na direção de um afrouxamento monetário", declarou Shirakawa em entrevista à imprensa.
"Mas o Banco do Japão não vai ligar automaticamente sua política à de outros bancos centrais", disse ele.
Como esperado, o BC do Japão manteve sua taxa de juros entre zero e 0,1 por cento e evitou um aumento em seu programa de compra de ativos e empréstimo de 70 trilhões de ienes (879 bilhões de dólares).
Shirakawa também se mostrou indiferente à especulação no mercado de que o BC, assim como o Banco Central Europeu, descartará os juros de 0,1 por cento que paga a instituições financeiras para deixarem as reservas em excesso com o banco central.
Mas o BC do Japão realizou algumas mudanças em seu atual programa de estímulo, afirmando que comprará mais garantias de curto prazo e reduzirá o volume oferecido em operações de mercado a taxas fixas.
As medidas provocaram uma breve queda do iene e uma alta dos títulos do governo, mas a reação inicial do mercado logo se dissipou, já que as mudanças foram consideradas ajustes técnicos.
(Reportagem adicional de Stanley White, Kaori Kaneko e Tetsushi Kajimoto)
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