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15 de Abril de 2010

 

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Desemprego na Espanha deve subir ainda mais, diz primeiro-ministro

Mariano Rajoy afirma que taxa de desemprego, hoje em quase 23%, deve aumentar em 2012; número de pessoas procurando emprego ultrapassa 5 milhões

08 de fevereiro de 2012 | 10h 53
Álvaro Campos, da Agência Estado

MADRI - O primeiro-ministro da Espanha, o populista Mariano Rajoy, alertou hoje que a taxa de desemprego no país, de quase 23%, vai aumentar ainda mais este ano.

"É difícil imaginar um ponto de partida pior para essa sessão. Na questão do desemprego, a situação não poderia ser pior. Nós estamos em uma situação crítica, com uma taxa de desemprego de 22,9%. E infelizmente, esses números não vão melhorar no curto prazo. Mais do que isso, em 2012 eles vão piorar", comentou Rajoy durante um discurso na Câmara Baixa do Parlamento.

A taxa de desemprego na Espanha atingiu 22,85% no fim do ano passado, o maior nível em 17 anos e o mais alto entre os países desenvolvidos. O número de pessoas procurando emprego ultrapassa 5 milhões.

A economia espanhola está caminhando para uma recessão, após encolher 0,3% no quarto trimestre do ano passado. Segundo a previsão do banco central do país, o PIB deve ter uma contração de 1,5% este ano.

O primeiro-ministro disse que o mercado de trabalho precisa ser reformulado para se tornar mais flexível, para facilitar a troca de empregos e para se adaptar às circunstâncias econômicas. O gabinete de governo deve votar na sexta-feira essas reformas. Será a terceira grande reforma do governo de Rajoy, após uma reformulação no setor bancário e a adoção de medidas para limitar o déficit público.

Mas as medidas de austeridade adotadas pelo governo abrem caminho para mais demissões. E os protestos populares estão crescendo. Na noite de ontem, milhares de bombeiros, enfermeiras e outros trabalhadores do setor público protestaram em Madri contra os cortes de gastos, que, segundo eles, ameaçam serviços essenciais na região. O governo regional decidiu aumentar a carga horária e cortar benefícios para licença médica. As informações são da Dow Jones.


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