Dólar desafia BC e acelera queda após leilão
SÃO PAULO - O Banco Central até tentou hoje puxar o preço do dólar com mais um leilão de compra de moeda a termo no começo da tarde - na terceira intervenção no mercado de câmbio desde sexta-feira, quando o dólar no balcão caiu a R$ 1,717 - menor valor desde 31 de outubro (de R$ 1,6940). Porém, o fluxo cambial positivo no mercado local hoje e a manutenção do euro no patamar de US$ 1,32 no exterior falaram mais alto e o dólar terminou em baixa. "O leilão do BC serviu para absorver alguma entrada do mercado agendada para março e não necessariamente ingressos de hoje", disse um operador de tesouraria de um banco.
Depois de o BC pagar uma taxa de R$ 1,7339 na compra de moeda a termo para 21 de março, em leilão após o meio-dia, o dólar aprofundou a queda, renovando mínimas várias vezes. O piso, de R$ 1,715 (-0,52%), foi registrado às 13h08. No fechamento, a moeda caiu 0,23%, a R$ 1,720 no balcão. Com o resultado, passou a registrar baixa de 1,43% no mês e de 7,97% no ano. Na BM&F, o dólar à vista terminou com recuo de 0,16%, a R$ 1,7180.
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