FMI segue apostando em recuperação lenta da economia mundial em 2013
Previsão é que o crescimento econômico global seja de 3,5% este ano, pouco acima dos 3,2% projetados para 2012
NOVA YORK - O Fundo Monetário Internacional (FMI) continua apostando em uma recuperação da economia mundial em 2013, mas em ritmo lento. A previsão é de um crescimento econômico global de 3,5% este ano, acima dos 3,2% de 2012, de acordo com uma atualização de projeções divulgada hoje referentes ao relatório de previsões globais que o FMI soltou em outubro. Naquele mês, a previsão era de expansão de 3,6% para a economia mundial. Já para 2014, a expectativa é de avanço de 4,1%, ante 4,2% previsto anteriormente.
A recomendação do FMI é que, por a recuperação das economias ainda ser lenta e os riscos serem significativos, os governos fiquem atentos a qualquer sinal de reversão da tendência de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) e fiquem prontos para agir. "Se os riscos de crise não se materializarem e as condições financeiras continuarem a melhorar, o crescimento da economia global pode ser até melhor que o previsto", destaca o documento divulgado hoje em Washington.
O relatório deixa claro o que a diretora geral do FMI, Christine Lagarde, ressaltou em entrevista coletiva na semana passada - que medidas de governos de países desenvolvidos, ainda que de última hora, evitaram um colapso na economia mundial em 2012. Mas riscos ainda persistem, sobretudo na zona do euro e nos Estados Unidos, com sua situação fiscal complicada.
No geral, o crescimento mundial de 2013 será puxado por mercados emergentes e países desenvolvidos, como EUA e Japão. A Europa, que o FMI antes esperava que tivesse ligeiro crescimento este ano, agora deve ter queda do PIB.
O FMI está otimista com o crescimento no curto prazo para o Japão, após medidas de estímulo do governo local, e vê os EUA também na rota do crescimento. O Japão deve se expandir 1,2% este ano, mesmo nível que se esperava em outubro. Para os EUA, a expectativa é crescer 2%, ante 2,1% em outubro, puxado entre outros fatores, pela recuperação do setor de construção civil.
Já para a zona do euro, a previsão mudou em relação a outubro e o tom é um pouco mais pessimista. Naquele mês, o FMI previa ligeiro crescimento de 0,2% para 2013 e agora espera queda de 0,2% no PIB da região. O país que mais vai crescer na região é a Alemanha (0,6%). O pior desempenho está com a Espanha, com queda de 1,5%. O relatório destaca que medidas importantes ajudaram a evitar o pior para região, mas o nível de empréstimo bancário para o setor privado ainda é baixo.
Os países emergentes vão crescer 5,5%, pouco abaixo do relatório de outubro (5,6%). A China é um dos que mais vai crescer, com expansão prevista de 8,2%, nível idêntico ao previsto no relatório anterior do FMI. Em 2014, a economia chinesa deve ter expansão de 8,5%.
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