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15 de Abril de 2010

 

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Inflação volta a subir na China e reduz espaço para estímulos

Alta dos preços interrompe cinco meses seguidos de desaceleração e obriga o mercado a reconsiderar sua expectativa pela adoção de mais estímulos monetários no país 

09 de fevereiro de 2012 | 8h 24
Reuters

PEQUIM - A taxa anual de inflação na China surpreendeu ao subir em janeiro, atingindo 4,5%, com a disparada do consumo durante a temporada de festas do ano-novo lunar. A alta interrompe cinco meses seguidos de desaceleração e obriga o mercado a reconsiderar sua expectativa pela adoção de mais estímulos monetários no país.

O tamanho da distorção sazonal torna os dados de janeiro particularmente difíceis de se interpretar, mas economistas dizem que os números devem eliminar qualquer expectativa remanescente de um corte do depósito compulsório bancário no curto prazo. A medida era prevista para o período antes do ano-novo chinês, mas não foi anunciada.

"A alta da inflação realmente reduz espaço para um afrouxamento monetário maior por enquanto. Não achamos que haverá um corte de compulsório antes de março", disse O economista do Société Générale para a China, Wei Yao, em Hong Kong.

A inflação acelerou em relação à taxa de 4,1% registrada em dezembro, que foi a menor em 15 meses. A previsão dos economistas para janeiro, também de 4,1%, foi contrariada por uma disparada de 10,5% nos preços de alimentos, que constituem cerca de um terço do índice de preços chinês.

Excluindo a inflação de alimentos, os preços subiram 1,8% em janeiro sobre o ano anterior, abaixo da taxa de 1,9% de dezembro. Os preços ao produtor, enquanto isso, subiram 0,7% no mês passado, um pouco abaixo do previsto, destacando a redução das pressões inflacionárias na indústria conforme a demanda global é reduzida pela crise de dívida da Europa.

"É mais provável que o banco central mantenha sua posição monetária atual por enquanto e espere os dados de fevereiro para decidir sua próxima medida", disse o analista da Guotai Junan Securities, Wang Jin, em Xangai.

O BC chinês reduziu o compulsório bancário em novembro pela primeira vez em três anos, tirando 0,50 ponto do nível recorde de 21,5%.

Ainda assim, se o avanço de janeiro não se transformar em tendência, muitos economistas esperam que a inflação diminua em fevereiro e continue nesse padrão ao longo de 2012, caindo abaixo de 4% para o ano como um todo e permitindo que Pequim mantenha o afrouxamento gradual e direcionado da política monetária e fiscal.

Moderação

A inflação na China acelerou em janeiro em razão de fatores temporários e o nível geral dos preços ainda tende à moderação, afirmou a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (NDRC, na sigla em inglês). Segundo o órgão, a aceleração foi devida aos maiores preços dos alimentos e a outros fatores movidos pelo feriado do Ano Novo Lunar. Os preços dos itens não alimentícios ficaram estáveis em janeiro.

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da China teve alta anual de 4,5% em janeiro, acima da taxa de 4,1% de dezembro, que também era a previsão dos economistas. A NDRC afirmou que o governo vai tomar medidas para evitar que os níveis dos preços subam e vai manter a estabilidade básica dos preços em geral.

(Por Kevin Yao e Nick Edwards)

(Com Danielle Chaves, da Agência Estado)


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