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15 de Abril de 2010

 

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Bolsa cai com incerteza externa em dia de vencimento

Mercado está apreensivo com alerta da Moody's de que várias economias têm problemas fiscais

15 de março de 2010 | 12h 51
Vinícius Pinheiro, da Agência Estado

SÃO PAULO - As preocupações externas voltam a pesar nos negócios da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nesta segunda-feira, diante do alerta da agência de risco Moody's sobre os problemas fiscais enfrentados por várias economias que possuem rating "AAA". Às 12h29, o Ibovespa registrava queda de 0,73%, a 68.837 pontos, com volume de R$ 5,42 bilhões e projeção de R$ 14,8 bilhões para o fechamento.


 
"Diante das incertezas, o mercado tem vivido na base do day trade, conforme o fluxo de notícias e o cenário corporativo", afirma o assessor de investimentos da Souza Barros, Luiz Roberto Monteiro. O especialista credita a alta recente da bolsa à volta do investidor estrangeiro, que entrou com R$ 1,616 bilhão este mês.


 
Em meio a esse quadro acontece o vencimento de opções sobre ações, que vai até as 13h e há pouco movimentava R$ 3,3 bilhões, inflando o volume total da bolsa. Segundo operadores, o vencimento segura um pouco os papéis de Petrobras e Vale, que caem 0,43% e 0,09% respectivamente, apesar da forte queda das commodities no exterior.


 
O principal destaque, porém, vem de fora do Ibovespa. Os recibos de ações (BDRs) da Laep Investments, controladora da Parmalat, registram forte alta de 9,09%, cotados a R$ 1,80, com volume de R$ 122,9 milhões.


 
A empresa anunciou na noite domingo acordo com a Monticiano Participações, da GP Investimentos, que envolve a transferência das marcas da Laep, entre elas a Parmalat, para a Monticiano, em troca de uma participação de 40% das ações da companhia. O acordo prevê ainda a formação de um consórcio para compartilhar a produção de lácteos. Ainda não se sabe por quanto a Laep foi avaliada no negócio nem como ficará a situação dos minoritários da empresa com a associação.


 
Entre as ações do índice, os papéis do Grupo Oi têm reação discreta ao balanço do quarto trimestre, divulgado hoje pela manhã. Segundo analistas, o principal impacto, que foi a provisão de contingência no valor de R$ 3,1 bilhões na Brasil Telecom (BrT), já era conhecido do mercado. Há pouco, Telemar PN subia 0,45%, Telemar Norte Leste (Tmar) PNA registra queda de 0,64% e BrT PN, de 0,36%.


 
Os papéis da MMX Mineração, controlada pelo empresário Eike Batista, caem 3,06% após a divulgação do balanço. Apesar da queda de 87% no prejuízo líquido do quarto trimestre de 2009, de R$ 65,229 milhões, a geração de caixa medida pelo Ebitda foi negativa em R$ 70,373 milhões, ante R$ 13,739 milhões negativos no mesmo período do ano anterior.


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