Bônus de emergentes ganharam terreno frente aos títulos em NY
NOVA YORK - Os bônus da dívida de países emergentes ganharam terreno frente aos Treasuries em Nova York, mas os preços dos bônus ficaram no geral estáveis no dia, em meio a poucos sinais de que os investidores estivessem prontos para comprar esta classe de ativos depois da pesada liquidação da semana passada.
Segundo observadores, a instabilidade financeira na periferia da zona do euro e as expectativas do mercado de que o Federal Reserve está começando a preparar o terreno para elevar o juro mais tarde este ano continuam a preocupar o investidor.
Mas o presidente da Fitch Ratings, Marc Ladreit de Lacharriere, disse em entrevista a uma rádio europeia que os países da zona do euro não enfrentam risco de "contágio" da crise de dívida e os déficits da Grécia, Portugal e Espanha.
O spread de risco do Emerging Market Bond Index Global do JPMorgan caiu 7 pontos-base para 334 pontos-base sobre os Treasuries.
Os bônus da dívida colombiana estiveram entre os títulos de melhor desempenho do dia, junto com os bônus do Brasil e do México. "Vemos a Colômbia como uma das oportunidades de investimento mais atraentes da América Latina ao longo dos próximos três a cinco anos e acreditamos que qualquer correção mais profunda no curto prazo nos ativos de risco globais
deverá ser usada para aumentar a exposição ao risco colombiano através da moeda, ações locais ou emissão de dívida corporativa futura", disseram analistas do RBC.
Os mercados globais ficaram sob pressão na semana passada, mas no geral, os bônus latino-americanos se mantiveram razoavelmente firmes, segundo o estrategista de dívida da América Latina da IDEAGlobal Enrique Alvarez.
Em São Paulo, na corretora ICAP, o Global40 - principal título da dívida externa brasileira - subiu 0,27% e fechou a 132,35 cents.
Na Europa emergentes, os bônus da dívida da Ucrânia continuaram a cair, uma vez que a apertada eleição presidencial de domingo poderá levar a contestações do lado perdedor e a uma prolongada tensão nos ativos do país. O spread de risco da Ucrânia no EMBIG abriu 10 pontos-base para 868 pontos-base sobre os Treasuries, com uma perda de 0,44%.
O risco político também pesou sobre os bônus da Hungria, que enfrenta uma eleição em abril. O spread de risco da Hungria no EMBIG abriu 18 pontos-base para 278 pontos-base sobre os Treasuries, com uma perda de 1,5% no dia. As informações são da Dow Jones e de fontes do mercado.
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