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Cobre cai com queda do euro e ouro recua por aversão ao risco

04 de fevereiro de 2010 | 17h 48
Gustavo Nicoletta, da Agência Estado

LONDRES - Os preços dos contratos futuros dos metais básicos fecharam em queda, pressionados pela apreciação do dólar em relação ao euro e pela deterioração dos fundamentos técnicos. Em Londres, os contratos do cobre e do zinco atingiram os menores níveis desde outubro do ano passado, enquanto o do chumbo registrou o menor valor em cinco meses ao longo da sessão.

O contrato do cobre para março negociado na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), caiu US$ 0,0945, ou 3,18%, para US$ 2,8790 por libra-peso, com máxima de US$ 3,0210 e mínima de US$ 2,8615 ao longo da sessão.

Na London Metal Exchange (LME), no encerramento da rodada livre de negócios (kerb) da tarde, o contrato do cobre para três meses perdeu US$ 210,00, para US$ 6.380,00 por tonelada. O valor do metal acumula queda de 18% desde a máxima de US$ 7.796,00 por tonelada atingida em janeiro.

Entre outros metais básicos negociados em Londres, o contrato do chumbo recuou US$ 56,00, para US$ 1.964,00 por tonelada, enquanto o contrato do zinco fechou em baixa de US$ 70,00, a US$ 2.021,00 por tonelada. O alumínio caiu US$ 38,00, a US$ 2.044,00 por tonelada. O níquel fechou em queda de US$ 575,00, a US$ 17.725,00 por tonelada, e o estanho recuou US$ 450,00, para US$ 16.150,00 por tonelada.

O declínio dos metais foi provocado por vendas de investidores que assumiram posições compradas e precisaram se desfazer das posições após o valor dos contratos recuar para abaixo dos níveis de suporte técnico, segundo operadores.

O preço do cobre em Londres ficou abaixo da média de negociação dos últimos 100 dias, de US$ 6.756,00 por tonelada, oferecendo um argumento técnico para que os investidores liquidassem posições compradas ou assumissem posições vendidas no metal.

Além disso, "o dólar certamente exerceu pressão adicional sobre os preços", disse o diretor de negociações com metais de uma corretora em Londres. Pouco depois do horário de fechamento dos mercados de metais, o euro caía para US$ 1,3747, de US$ 1,3905 na quarta-feira, com mínima intraday de US$ 1,3727, pressionado por receios com os potenciais impactos dos problemas fiscais da Grécia sobre a zona do euro.

O analista do Société Générale, David Wilson, atribuiu a correção dos preços ao receio exagerado com a possibilidade de a China precisar lidar com bolhas nos preços de ativos e apertar a política monetária. "Eu não acho que o consumo de metais na China é uma bolha. Acho que as preocupações com uma eventual queda nos preços são exageradas", avaliou Wilson. Segundo ele, esta é, cada vez mais, "uma oportunidade para comprar".

Entre os metais preciosos, o contrato do ouro para abril negociado na Comex recuou US$ 49,00, ou 4,41%, para US$ 1.063,00 por onça-troy, com mínima de US$ 1,059,00 e máxima de US$ 1.112,00 ao longo da sessão. A queda foi motivada por um movimento amplo de aversão ao risco, que pesou sobre as commodities de forma generalizada, segundo operadores. "Estamos no meio de uma remoção global do risco", disse o analista da Country Hedging, Sterling Smith.

Os investidores têm comprado ouro quando há uma perspectiva otimista para a economia, movimento que recebe suporte das taxas de juro historicamente baixas, que reduzem o custo potencial de investir no metal, um ativo que não gera retorno por conta de juros.

As informações são da Dow Jones.


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