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15 de Abril de 2010

 

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Congresso na China pode trazer apreciação do yuan

03 de março de 2010 | 15h 49
Nalu Fernandes, da Agência Estado

SÃO PAULO - A abertura do Congresso Nacional do Povo chinês, no encontro anual de cerca de 10 dias na China, pode ser a oportunidade para uma apreciação do yuan. Em entrevista ao programa AE Broadcast Ao Vivo, da Agência Estado, Marcelo Ribeiro, estrategista da Pentágono Asset Management, acrescenta ainda como possibilidade a expectativa existente no mercado internacional de valorização na faixa de 5% da moeda chinesa como parte das medidas para "frear a locomotiva chinesa".


 
Com objetivo de conter a expansão econômica, uma revalorização do yuan poderia ainda ser o sinal para o aperto da taxa de referência de um ano, que é calibrada pelo PBOC (o banco central chinês), atualmente em 5,31%. Ribeiro avalia que a taxa de investimento que alavancou o crescimento da China nos últimos 10 anos não é sustentável. Ainda, ele observa que, no ano
passado, houve "expansão descontrolada" do crédito, que triplicou em relação ao ano anterior. Estes créditos, acrescenta ele, tiveram critérios muito frágeis que tornam a China vulnerável a ter uma crise bancária com origem local.

 
Ribeiro, que em 2006 foi um dos poucos no País a prever a recessão nos Estados Unidos, chama atenção agora para as eventuais consequências do processo para conter o crescimento chinês, ao comparar o país a uma montanha russa: "Se pisar no freio, descarrila tudo".


 
Ribeiro alerta para o risco de a economia chinesa enfrentar um hard landing (pouso forçado da economia) ainda neste ano, fazendo com que a economia, depois de registrar um crescimento da ordem de 12%, passe a experimentar uma expansão do PIB de apenas um dígito. Segundo cálculos do estrategista, um pouso forçado da economia chinesa abrange uma faixa para o PIB entre 2% e 4%. "Com uma economia bastante controlada pelo governo, muito pouco flexível, não é fácil promover uma desaceleração suave. Um hard landing de uma economia como essa é um cenário mais provável", pondera ele, que tem esta previsão no cenário central para este ano.


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