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15 de Abril de 2010

 

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Credit Suisse ampliará gestão de fortunas nos EUA

Serviços para clientes com pelo menos US$ 10 milhões em ativos se tornaram um negócio lucrativo 

08 de fevereiro de 2010 | 20h 24
Reuters

NOVA YORK - O Credit Suisse, que saiu da crise praticamente ileso enquanto concorrentes sofriam perdas, irá expandir seu setor de gestão de fortunas nos Estados Unidos.

A área do banco suíço nos EUA conta com 407 gerentes de relacionamento em 15 escritórios, algo minúsculo se comparado a gigantes como o Morgan Stanley Smith Barney, que fechou o ano de 2009 com 18.135 consultores e 895 escritórios em todo o mundo.

Ainda assim, o Credit Suisse afirma que seu foco em serviços para a elite - indivíduos com pelo menos US$ 10 milhões em ativos - criou um negócio lucrativo que, como mostram eventos recentes, pode também ser mais sustentável.

"A razão pela qual não tentamos comprar uma corretora, ou imitar uma grande corretora, é que nós acreditamos que esse seja um modelo de negócios em queda", disse o presidente-executivo do Credit Suisse Private Banking para as Américas, Anthony DeChellis, à Reuters. "Ele não acabará amanhã, mas é um modelo posto muito em dúvida."

DeChellis afirmou que, eventualmente, quer ter 700 consultores só nos EUA, o que representa um aumento de 75%, e quer aumentar o número de escritórios no país para 18 ou 20.

O executivo tem grandes planos para negócios "onshore" no Brasil e no México.

Em dezembro de 2006, o Credit Suisse comprou a brasileira Hedging-Griffo, ganhando assim uma unidade local de gestão de fortunas que vem expandindo desde então.

(Reportagem de Joseph Giannone)

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