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15 de Abril de 2010

 

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Juros futuros fecham em alta com possível saída de Meirelles

Anúncio nesta quinta-feira do resultado do PIB brasileiro do 4º trimestre também pesou

10 de março de 2010 | 17h 32
Denise Abarca, da Agência Estado

SÃO PAULO - A possível saída de Henrique Meirelles do comando do Banco Central para decidir sobre o seu futuro político se somou à expectativa do anúncio do Produto Interno Bruto (PIB) para dar o tom aos negócios com juros futuros nesta quarta-feira. As taxas projetadas pelos contratos futuros de depósito interfinanceiro (DI) encerraram a negociação normal na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) em alta. O DI com vencimento em janeiro de 2011 (312.310 contratos negociados) subia de 10,42% no ajuste de ontem para 10,46% ao ano; o DI de abril de 2010 (480.520 contratos negociados) estava em 8,765% ao ano, de 8,75% ontem; o DI de julho de 2010 (240.165 contratos negociados) avançava a 9,29% ao ano, de 9,25% ontem. O DI de janeiro de 2012 (107.440 contratos) projetava 11,58%, de 11,53% ontem.
 

Fontes ouvidas pela Agência Estado apontaram hoje que é grande a chance de Henrique Meirelles deixar o Banco Central no início de abril para concorrer às eleições deste ano. "Depois do Copom, devo colocar a cabeça no travesseiro para pensar com mais profundidade sobre esta questão", afirmou Meirelles, em conversa recente com uma fonte do governo. "Com um cenário positivo para o crescimento do País, Meirelles avalia que há menores riscos de que, caso deixe o BC, tal decisão possa atingir seu legado de estabilidade macroeconômica", declarou um interlocutor com acesso ao Palácio do Planalto.
 

E, embora alguns analistas acreditem que é possível Meirelles deixar o BC no começo de abril para tentar ser o vice da chapa da pré-candidata ao Palácio do Planalto pelo PT, Dilma Rousseff, é pequena a probabilidade de o PMDB indicar hoje seu nome para o posto. Nesse contexto, se Henrique Meirelles optar por seguir a carreira política, é mais provável que tente disputar o Senado.
 

O assunto não é necessariamente novo, mas ganha relevância à medida que o prazo dado pelo próprio Meirelles para decidir sobre o seu futuro vai se esgotando. A leitura das informações de hoje não foi uniforme em relação ao que a eventual saída de Meirelles pode significar para o esperado processo de aperto na política monetária. Há analistas que acreditam que se Meirelles realmente pretende deixar o BC isso pode antecipar o início do ciclo para março, para não deixar esse "ônus" ao sucessor; enquanto outros acreditam que isso não interfere na decisão do Banco Central, que será puramente técnica.



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