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15 de Abril de 2010

 

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Juros sobem com notícias sobre potencial saída de Meirelles

Meirelles tem até o dia 3 de abril para candidatar-se a um cargo eletivo neste ano

10 de março de 2010 | 10h 41
Patricia Lara, da Agência Estado

SÃO PAULO - O mercado de juros pode polir as expectativas de alta da Selic (a taxa básica de juros da economia) em março e agregar prêmios nas pontas mais curtas dos contratos futuros, após matérias apuradas pela Agência Estado indicarem que o presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles, estaria se sentindo mais confortável a tentar um caminho político. Segundo um interlocutor com acesso ao Palácio do Planalto, Meirelles lhe confidenciou que a conjuntura mudou para melhor e que estaria vendo como uma opção menos remota a sua saída do BC.


 
"Com um cenário positivo para o crescimento do País, Meirelles avalia que haveria riscos menores de que, caso deixe o BC, tal decisão possa atingir seu legado de estabilidade macroeconômica", diz a fonte. Materializada a sua decisão de deixar a chefia da autoridade monetária, cresceria a chance de a Selic subir em março, já que ele tenderia a deixar pronto o ciclo de aperto monetário.


 
No entanto, se ele sair para reforçar a candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, isso tenderia a retirar prêmios nos contratos longos. "Se o Meirelles confirmar a saída, cresce a chance de a Selic subir em março e não em abril. Mas se ele for vice de Dilma, será bom para o quadro eleitoral e traria alívio para os longos. A curva de juros não ficaria "estipada'", comentou uma fonte, referindo-se a um eventual aumento do diferencial das taxas mais curtas com as longas.


 
Após a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) deste mês, que será encerrada na próxima quarta-feira, dia 17, Meirelles tem até o dia 3 de abril para candidatar-se a um cargo eletivo neste ano. Em outubro do ano passado, Meirelles declarou que eram maiores as chances dele permanecer à frente do BC até o fim de 2010. Agora, o quadro mudou para melhor, o que daria mais conforto para ele tentar o caminho político.


 
As expectativas sobre o futuro de Meirelles e o quadro que se instalará na gestão da autoridade monetária brasileira devem ofuscar os dados de inflação divulgados no dia. O destaque é a primeira prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) de março, que subiu 0,95%, indicando uma marginal desaceleração ante a alta de 0,98% em igual prévia no mês passado.
 


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