Metais básicos fecham em alta com avanço do petróleo e do euro
Níquel atinge maior cotação desde julho de 2008. Em Nova York, o ouro e a prata tiveram ganho expressivo
SÃO PAULO - Os metais básicos se recuperaram de uma baixa inicial e fecharam todos em alta na London Metal Exchange (LME), seguindo um euro fortalecido e preços em alta do petróleo. O cobre fechou em alta de 1,3%. O níquel estendeu seu rali de um mês para superar US$ 22.000,00 a tonelada métrica, pela primeira vez desde julho de 2008. Em Nova York, o ouro e a prata tiveram um ganho expressivo.
Na rodada livre de negócios (kerb) na LME, o cobre em contrato para três meses avançou US$ 95 para US$ 7.490,00 a tonelada. O chumbo, em contrato para três meses, teve alta de US$ 29 para US$ 2.199,00 a tonelada. O zinco, também em entrega para três meses, subiu US$ 30 para US$ 2.250,00 a tonelada, enquanto o alumínio, contrato para três meses, avançou US$ 24 para US$ 2.167,0 a tonelada. O níquel avançou US$ 785 na sessão, fechando a US$ 22.235,00 a tonelada, enquanto o estanho teve alta de US$ 50 para US$ 17.075,00 a tonelada.
O cobre também parece estar se beneficiando das preocupações de que o devastador terremoto do sábado no Chile vai prejudicar a oferta de metais produzidos no país, mesmo que a maioria das mineradoras de cobre já tenha começado a retomar a produção.
"O terremoto deu início a um tom forte que se manteve" no mercado, disse um trader em Londres. O rali do níquel ajudou, ao lado de uma modesta queda nos estoques do metal e outro incremento em warrants cancelados, o que fortaleceu a aparência de que a demanda está crescendo. Ordens de warrants canceladas significam estoques que deverão deixar os armazéns da LME.
Um relatório do Grupo Internacional de Estudos do Níquel também mostrou que o mercado teve um déficit de 78.000 toneladas métricas em 2009, disse o Barclays Capital em seu relatório diário.
O alumínio ganhou impulso com compras técnicas, disse um trader em Londres. O metal fechou perto das máximas na segunda-feira e isso foi provavelmente um sinal para os traders que têm o foco nos indicadores técnicos para comprar, ele disse.
Os futuros do cobre negociados na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), fecharam a sessão em alta porque os investidores buscaram mais os ativos de risco e o dólar enfraqueceu. O contrato do cobre para maio fechou em alta de US$ 0,0615, ou 1,84%, para US$ 3,4115 a libra-peso.
Ja os metais preciosos, ouro e prata, também avançaram na Comex. O ouro fechou em alta acentuada e durante a sessão chegou a atingir US$ 1.138,30 a onça-troy, a máxima desde 20 de janeiro. O ouro acompanhou a alta do petróleo - os investidores em geral compram outras commodities quando compram petróleo - e se favoreceu do recuo do dólar no fim da sessão - o dólar mais fraco leva à compra de ouro como hedge - e da demanda dos investidores que ainda compram o metal em outras moedas.
O ouro, em contrato para abril, avançou US$ 19,10 (1,71%) para fechar a US$ 1.137,4 a onça-troy. A prata, em contrato para maio, teve alta de US$ 0,591 (3,59%) e fechou a US$ 17,06 a libra-peso. As informações são da Dow Jones.
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