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15 de Abril de 2010

 

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Na véspera do Copom, mercado segue dividido

Pouco mais da metade das apostas preve alta de 0,5 ponto porcentual na reunião de amanhã

16 de março de 2010 | 17h 35
Denise Abarca, da Agência Estado

SÃO PAULO - Nesta véspera da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, os juros futuros mantiveram o padrão das últimas sessões e encerraram "de lado" (praticamente estáveis) a negociação normal dos contratos de depósito interfinanceiro (DI) na BM&F. O volume concentrou-se no DI com vencimento em abril de 2010, com mais de 1,7 milhão de contratos negociados. Ainda que este vencimento seja curto o bastante para exigir do investidor a negociação de grandes lotes para obter algum ganho, é fato que esse movimento reflete as expectativas com o resultado desta que pode ser a última reunião de Henrique Meirelles no comando do Banco Central.


 
O DI de abril de 2010 (1.733.510 contratos negociados hoje) projetava taxa de 8,845% ao ano, de 8,83% no ajuste de ontem; o DI com vencimento em maio de 2010 (169.150 contratos negociados) apontava taxa de 8,91%, de 8,89% ontem; e o DI de julho de 2010 (112.540 contratos) estava em 9,35%, de 9,34% na última sessão. O DI janeiro de 2011 (160.220 contratos), estável, marcava 10,52%.


 
Com a agenda doméstica sem força para alterar o quadro de apostas, o mercado de juros continua dividido sobre se a taxa Selic será elevada amanhã ou somente em abril. No final da negociação normal, a curva precificava 0,27 ponto porcentual de alta para a taxa básica este mês, o que corresponde, segundo cálculo de profissionais da renda fixa, a 54% de possibilidade de uma elevação de 0,5 ponto. Hoje a taxa Selic está em 8,75% ao ano.


 
Do lado externo, a decisão do Federal Reserve (Fed, banco central americano) acabou não fazendo preço no mercado de juros, que está totalmente focado nas questões locais. Além disso, o banco central norte-americano não alterou suas direções de política monetária, ao optar por manter a taxa dos Fed Funds entre zero e 0,25% e também a taxa de redesconto em 0,75%. Ainda, o comunicado manteve a frase de que os juros continuarão "excepcionalmente baixos" por um "período prolongado".



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