Rentabilidade de fundos da Vale e da Petrobras dispara
Ações da Vale sobem em meio à expectativa de um reajuste do preço do minério de ferro acima do projetado
SÃO PAULO - Os fundos de privatização da Vale e da Petrobras lideram com folga a rentabilidade do setor de fundos este mês. As carteiras da Vale acumulam ganho de 7,52% no período de 26 de fevereiro a 5 de março. Já os fundos da Petrobras rendem 3,30%. Nos dois casos, a rentabilidade fica acima da média do rendimento das carteiras de ações, que sobem 2,64% no mesmo período, segundo dados preliminares do site Fortuna (www.fortuna.com.br), especializado em números do mercado de gestão de recursos.
As ações da Vale sobem em meio à expectativa de um reajuste do preço do minério de ferro acima do projetado, por conta da forte demanda, especialmente da China. O banco de investimento Morgan Stanley elevou na última sexta-feira a previsão de aumento do preço de referência (benchmark) do minério em 2010, de 20% para 60%. Para 2011, a previsão do Morgan é de aumento de mais 20%. O Credit Suisse também soltou relatório destacando que o minério deve ter reajustes "acima das atuais expectativas do mercado". No acumulado do ano até o dia 5, os fundos de privatização da Vale rendem 9,41%.
Já os papéis da Petrobras subiram com a aprovação da capitalização da petroleira pela Câmara. Quem já é cotista dos fundos de privatização da estatal vai poder usar mais recursos do FGTS para participar da operação, estimada em US$ 40 bilhões. No acumulado do ano, porém, os fundos acumulam queda média de 4,5%.
Enquanto a rentabilidade dos fundos da Vale e da Petrobras disparou no período de 26 de fevereiro a 5 de março, as outras carteiras tiveram ganhos mais modestos. Os fundos multimercados ganharam 0,20% e os de renda fixa subiram 0,18%. Já os DIs renderam 0,16%.
Em termos de captação, os fundos de investimento começaram março perdendo recursos. As carteiras registraram saques de R$ 2,7 bilhões entre os dias 26 de fevereiro e 5 deste mês, segundo dados preliminares do Fortuna. No acumulado do ano, porém, a captação líquida está positiva em R$ 16,1 bilhões.
Nem todos os fundos começaram março perdendo recursos. As carteiras de renda fixa registram captação líquida positiva de R$ 1,4 bilhão. Os multimercados receberam R$ 667 milhões. Entre as carteiras que tiveram saques maiores que aplicações estão os fundos DI, com saída líquida de R$ 1,55 bilhão, e os fundos de ações, com perda de R$ 12 milhões na semana.
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