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15 de Abril de 2010

 

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Société e AHL lançam fundo que investe em mercado futuro no exterior

A aplicação é voltada para investidores de alta renda, com aplicação mínima de R$ 75 mil

09 de março de 2010 | 12h 16
Altamiro Silva Júnior, da Agência Estado

SÃO PAULO - O Banco Société Générale Brasil e a gestora inglesa AHL anunciam hoje o lançamento de um fundo no País que vai aplicar parte do patrimônio em mercados futuros no exterior, em locais como Japão, Londres e Hong Kong.

O fundo é voltado para investidores de alta renda. A aplicação mínima é de R$ 75 mil. A carteira vai aplicar 80% do patrimônio em renda fixa, basicamente em títulos públicos. O restante, que será o diferencial do fundo, vai ser aplicado no produto desenvolvido pela AHL, que tem parceria com a Universidade de Oxford, na Inglaterra, para pesquisar os mercados futuros mundo afora. A carteira brasileira recebeu o nome de MAN AHL Alpha Fundo de Investimento Multimercado.

A AHL é uma gestora de investimento com US$ 21,7 bilhões de ativos sob gestão. É especializada em "investimentos quantitativos" e "futuros gerenciados", cujo objetivo, segundo a empresa, é "captar tendências e outras ineficiências do mercado de uma forma sistemática utilizando principalmente o mercado líquido de futuros." Com isso, os investimentos conseguem ter bom desempenho "tanto em tendência de alta como em baixa de mercado". A decisão de investimentos é feita por modelos matemáticos sofisticados.

Os retornos desses investimentos têm pouca correlação com os mercados tradicionais de ações ou títulos de renda fixa. Como exemplo, a gestora cita o desempenho de 2008. O fundo subiu 23,4% em dólar, enquanto o Ibovespa caiu 41,2% no mesmo período. A empresa não forneceu os dados de 2009.

Para apostar nesses mercados, a AHL criou o programa de investimentos MAN Alpha FIM, que negocia mais de 200 instrumentos dia e noite em 36 mercados globais, como Japão (negócios com platina), Hong Kong (índice de ações Hang Seng, o principal da bolsa local) e Londres (emissões de carbono). Os ativos são os mais variados, como moedas, taxas de juros, índices de ações, commodities agrícolas, metais e carbono.

O Brasil é o primeiro país da América Latina e dos Brics (que incluem China, Índia e Rússia) no qual o investidor local consegue investir no produto da AHL a partir de um fundo interno, que segue a legislação do próprio país, diz a gestora. A BNY Mellon Ativos fará a gestão do novo fundo brasileiro, que será distribuído pelo Société.


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