Transação da Petrobrás com a União não afeta ratings
Moody's destacou que os impactos no longo prazo da transferência e do IPO poderão ser positivos para a qualidade de crédito da companhia e para sua capacidade de colocar em prática o plano de capital de cinco anos
03 de setembro de 2010 | 11h 28
Danielle Chaves, da Agência Estado
A aSÃO PAULO - gência de classificação de risco Moody's Investors Service considera que o anúncio do acordo entre a Petrobrás e o governo brasileiro sobre o valor da cessão onerosa da reserva de petróleo do pré-sal que a União fará à estatal é neutro para o perfil de crédito da companhia no curto prazo. "Essa transação não afeta o rating A3 em moeda local global ou o rating Baa1 em moeda estrangeira", afirmou a agência em comunicado.
No entanto, a Moody's destacou que os impactos no longo prazo da transferência e da oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) de ações da estatal poderão ser positivos para a qualidade de crédito da companhia e para sua capacidade de colocar em prática o plano de capital de cinco anos.
A Petrobrás e o governo brasileiro chegaram a um acordo sobre o valor médio de US$ 8,51 por barril para aproximadamente 4,99 bilhões de barris de petróleo que serão transferidos para a companhia em um swap de ações, pelo valor total de US$ 42,5 bilhões. Segundo a Moody's, o valor ficou no meio da faixa estimada, que ia de US$ 5 a US$ 12 por barril.
A Moody's afirmou que o valor provavelmente vai resultar na diluição dos acionistas minoritários e em um aumento do controle que o governo tem na companhia, dado o tamanho da oferta de ações e dependendo do preço e do nível de resposta dos investidores a ela. No entanto, a agência destacou que, "se essas transações forem concluídas em linha com as expectativas, o potencial de reservas da Petrobrás vai aumentar em 5 bilhões de barris e seu balanço financeiro vai se beneficiar da grande infusão de capital, da menor alavancagem financeira e da liquidez fortalecida".
"Nós acreditamos que a Petrobrás tem flexibilidade para administrar sua alavancagem, bem como a escala, o fluxo de caixa e o crescente perfil de produção que são consistentes com seus ratings atuais e sua avaliação de crédito básica", disse a Moody's no comunicado.
No entanto, a Moody's destacou que os impactos no longo prazo da transferência e da oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) de ações da estatal poderão ser positivos para a qualidade de crédito da companhia e para sua capacidade de colocar em prática o plano de capital de cinco anos.
A Petrobrás e o governo brasileiro chegaram a um acordo sobre o valor médio de US$ 8,51 por barril para aproximadamente 4,99 bilhões de barris de petróleo que serão transferidos para a companhia em um swap de ações, pelo valor total de US$ 42,5 bilhões. Segundo a Moody's, o valor ficou no meio da faixa estimada, que ia de US$ 5 a US$ 12 por barril.
A Moody's afirmou que o valor provavelmente vai resultar na diluição dos acionistas minoritários e em um aumento do controle que o governo tem na companhia, dado o tamanho da oferta de ações e dependendo do preço e do nível de resposta dos investidores a ela. No entanto, a agência destacou que, "se essas transações forem concluídas em linha com as expectativas, o potencial de reservas da Petrobrás vai aumentar em 5 bilhões de barris e seu balanço financeiro vai se beneficiar da grande infusão de capital, da menor alavancagem financeira e da liquidez fortalecida".
"Nós acreditamos que a Petrobrás tem flexibilidade para administrar sua alavancagem, bem como a escala, o fluxo de caixa e o crescente perfil de produção que são consistentes com seus ratings atuais e sua avaliação de crédito básica", disse a Moody's no comunicado.
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