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15 de Abril de 2010

 

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Bolsas de NY abrem em alta à espera de Bernanke

Às 10h40 (de Brasília), o Dow Jones tinha alta de 0,47%, o Nasdaq registrava ganho de 0,40%  e o S&P 500 subia 0,40%

27 de agosto de 2010 | 10h 25
Luciana Xavier, da Agência Estado

NOVA YORK - As Bolsas de Nova York abrem esta sexta-feira em alta. Toda atenção dos mercados financeiros está hoje no discurso de Ben Bernanke, o presidente do mais importante banco central do mundo, o Federal Reserve (Fed). Enquanto o discurso não chega, os investidores digerem o PIB do 2º trimestre, que foi revisado de +2,4% para +1,6%. Embora mostre um crescimento mais fraco da economia, o dado veio menos indigesto do que o crescimento de 1,3% esperado por analistas, levando os futuros das bolsas acentuarem ganhos logo após o resultado.

Às 10h40 (de Brasília), o índice Dow Jones registrava alta de 0,47% aos 10.033,97 pontos, o Nasdaq registrava ganho de 0,40% para 2.127,43 pontos e o S&P 500 subia 0,40% aos 1.051,36 pontos.

O discurso de Bernanke hoje no simpósio anual do Fed de Kansas City, em Jackson Hole, no estado de Wyoming, é talvez o mais aguardado do ano. Há muita pressão em torno de mais ações do Fed num momento em que a economia parece perder combustível para continuar a crescer e em que aumenta a preocupação com risco de deflação. O mercado imobiliário segue debilitado, o mercado de trabalho está com desempregados de mais e poucos empregos, enquanto o consumo também continua fraco.

O mercado espera que Bernanke garanta que continua pronto para agir. O mais provável, uma vez que o menu de opções está cada vez mais reduzido - os juros estão na faixa de zero a 0,25% desde dezembro de 2008 -, é que o Fed resolva fazer uma segunda rodada de afrouxamento quantitativo. Na última reunião do comitê, o Fed anunciou que iria reinvestir bônus atrelados a hipotecas (Mortgage Backed Securities ou MBS, em inglês) em Treasuries (títulos americanos) de longo prazo.

No setor corporativo, o braço de ferro entre Dell e Hewlett-Packard pela 3Par foi um dos destaques da semana. Primeiro a Dell fez uma oferta de US$ 18 por ação pela 3Par e a HP cobriu a proposta, oferecendo US$ 24 por ação. Depois a Dell fez uma segunda oferta, de US$ 24,30 por ação e a 3Par se mostrou pronta a aceitar. Ontem à noite, no entanto, a HP aumentou seu lance para US$ 27 por ação. A Dell disse hoje que pode pagar o mesmo em dinheiro, o que seria um negócio de US$ 1,8 bilhão pela companhia de armazenamento de dados. A 3Par divulgou comunicado dizendo que aceita a oferta da Dell. A transação deve ser fechada até o final do ano. No entanto, este cenário pode mudar. Há pouco, a HP informou que elevou sua oferta por 3Par de US$ 27,00 para US$ 30,00 por ação.

A joalheria Tiffany & Co informou que seu lucro líquido cresceu 19% no segundo trimestre fiscal para US$ 67,7 milhões ou US$ 53 por ação, de US$ 46 por ação no mesmo período do ano passado, em linha com o esperado por analistas.

A Boeing anunciou que irá adiar a entrega de seu primeiro jato 787 Dreamliner para meados do primeiro trimestre de 2011, citando atrasos de disponibilidade de motores.

A Toyota continua recitando o mantra do recall. A montadora japonesa anunciou recall de 1,13 milhão de veículos Corolla e Matrix modelos 2005-2008, nos EUA e Canadá, citando problemas em componentes eletrônicos do motor que já teriam causado pelo menos três acidentes. A Toyota já fez recall de mais de 8 milhões de veículos no último ano.

Daqui a pouco, às 10h55(de Brasília), sai o índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan e a expectativa é de que fique em 69,9 em agosto, praticamente estável ante os 69,6 do mês anterior.

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