Grécia, China e Estados Unidos fazem dólar subir a R$ 1,7250
Avanço ficou em linha com valorização da moeda norte-americana ante seus próprios pares no exterior
SÃO PAULO - Um revés no acordo da Grécia com os credores privados combinado a uma forte queda das importações na China em janeiro e a piora do sentimento do consumidor norte-americano no dado preliminar de fevereiro da Reuters/Universidade de Michigan minaram o ambiente nos mercados hoje. Por isso, mesmo com novos ingressos de recursos no Brasil, o dólar operou em alta o dia todo, após três quedas seguidas ante o real.
O avanço ficou em linha com a valorização do dólar ante seus principais pares no exterior e não incomodou o Banco Central, que se manteve ausente do mercado. Na sexta-feira dia 3 o BC retomou suas intervenções no mercado de câmbio e fez três leilões - dois de compra a termo para março (na sexta e na última quarta-feira) e um de compra à vista (na segunda-feira).
No fechamento, o dólar à vista avançou 0,41%, a R$ 1,7250 no balcão. Na semana, a divisa acumulou ganho de 0,47%. Mas neste mês carrega queda de 1,15% e, no ano, de 7,70%. Na BM&F, o dólar spot encerrou hoje com alta de 0,31%, a R$ 1,7251.
O gerente da mesa de derivativos de uma corretora disse que o fluxo cambial foi positivo, levando o cupom cambial (taxa de juros em dólar) a encolher novamente. A taxa do cupom para março 2012 encerrou em -0,59%, ante -0,17% ontem.
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