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Impasse grego e dados internos mantêm juro em queda

08 de fevereiro de 2012 | 17h 14
MÁRCIO RODRIGUES - Agencia Estado

SÃO PAULO - A demora para que o acordo entre a Grécia e seus credores seja fechado, tanto no que diz respeito à redução da dívida quanto sobre o segundo pacote de resgate ao país, acaba corroborando o cenário traçado pelo Banco Central em relação ao exterior e propicia a continuidade de queda das taxas futuras de juros. Por outro lado, os agentes têm consciência de que o afrouxamento monetário atual precisará ser revertido, na medida em que os mercados internacionais se acalmarem e os efeitos da Selic menor na expansão econômica se concretizarem. É por isso que os juros longos seguem colados ao ajuste e a curva a termo continua em processo de inclinação.

A distribuição de um formulário na segunda-feira, por parte do Banco Central, no qual a instituição pergunta sobre o nível calculado por corretoras, bancos e consultorias para o juro real neutro e outras variáveis segue gerando debates. Alguns apostam que o BC quer respaldo para buscar novos pisos para a taxa Selic agora. Outra corrente argumenta que a autoridade monetária deverá receber do mercado um número maior do que acredita ser hoje a taxa neutra.

Nesse ambiente, ao término da negociação normal na BM&F, o DI janeiro de 2013 (232.985 contratos) cedia a 9,39%, de 9,45% no ajuste, enquanto o DI janeiro de 2014 (290.910 contratos) recuava para 9,85%, de 9,94% ontem. Entre os vencimentos mais longos, o DI janeiro de 2017, com giro de 45.065 contratos, indicava 10,94%, idêntico ao patamar da véspera, e o DI janeiro de 2021 (7.680 contratos) marcava máxima de 11,43%, ante 11,39% no ajuste.

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