JPMorgan: Volume de negócio com DRs cresce 14%
SÃO PAULO - O volume de negócios com certificados de ações - os depositary receipts, ou Drs - em 2011 cresceu 14% em relação ao ano anterior e atingiu o recorde de 171 bilhões de recibos, segundo um relatório divulgado pelo JPMorgan Chase. O giro financeiro com esses papéis também cresceu a uma taxa de 9% na mesma base de comparação, para US$ 3,8 trilhões.
"O crescimento anual no giro e volume de negócios com DRs mostra a popularidade desses ativos entre emissores e investidores durante um ano desafiador para o mercado global de capitais", disse Dennis Bon, diretor mundial de negócios com DRs do JPMorgan num comunicado.
O banco divulgou também que 56 empresas levantaram US$ 15,2 bilhões por meio de ofertas públicas de DRs em 2011, volume 30% menor do que o registrado em 2010, de US$ 21,9 bilhões, visto que muitas empresas adiaram para este ano operações desse tipo à espera de condições melhores.
Duas empresas brasileiras recorreram a esse mercado no ano passado: a Gerdau, em abril, e a Tim Participações, em outubro. As duas já possuíam DRs negociados na New York Stock Exchange (NYSE) antes da oferta e venderam respectivamente US$ 978 milhões e US$ 155 milhões em novos papéis. A maioria das ofertas públicas de DRs em 2011, no entanto, veio de companhias da Índia, da China e da Rússia, que juntas lançaram 40 operações, boa parte delas na London Stock Exchange (LSE).
O JPMorgan também informou no relatório que os certificados de empresas dos setores bancário, de petróleo e gás, de telecomunicações, de mineração e de bancário continuaram puxando o volume de negócios, assim como em 2010. Na NYSE, os DRs da Vale e da Petrobras registraram os dois maiores giros financeiros no ano passado, de US$ 193,2 bilhões e de US$ 192,9 bilhões, respectivamente. A BP vem em seguida, com US$ 101,3 bilhões, seguida por BHP Billiton (US$ 83,2 bilhões), Shell (US$ 83,2 bilhões) e Itaú Unibanco (US$ 70,2 bilhões).
O banco acredita que em 2012 as ofertas públicas iniciais (IPO, em inglês) de DRs devem aumentar por causa do interesse das empresas de mercados emergentes em acessar capital dos EUA, da Europa e da Ásia. Além disso, segundo a instituição, as estruturas locais de certificados continuarão ganhando força em mercados como Hong Kong, Brasil, Índia, Taiwan e Rússia.
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