Bolsa de NY avança e tem maior nível em 3 meses
Em dia de agenda vazia e muitos investidores fora do mercado, os resultados corporativos e o noticiário europeu garantiram o bom humor
NOVA YORK - A bolsa de Nova York fechou em alta nesta segunda-feira, alcançando o maior nível em três meses, apesar de os principais índices terem ficado abaixo das máximas da sessão. Sem indicadores importantes na agenda, muitos investidores ficaram fora do mercado. Mas balanços corporativos e notícias vindas da Europa colaboraram para o bom humor.
O índice Dow Jones subiu 21,34 pontos (0,16%), fechando a 13.117,51 pontos. O Nasdaq avançou 22,01 pontos (0,74%), encerrando a 2.989,91 pontos. E o S&P 500 teve alta de 3,24 pontos (0,23%), finalizando a 1.394,23 pontos.
Parte dos ganhos se deve ainda aos dados positivos sobre o mercado de trabalho, divulgados pelo governo norte-americano na sexta-feira. A economia dos EUA criou 163 mil empregos em julho, bem acima da previsão dos analistas, de 95 mil vagas.
Na Europa, continuam as especulações de que o Banco Central Europeu (BCE) terá de adotar novas ações em breve para conter a crise da dívida no bloco. No fim de semana, o primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, sugeriu pela primeira vez que Madri poderá considerar a possibilidade de pedir auxílio do fundo de resgate da zona do euro.
Após o fechamento dos mercados europeus nesta segunda-feira, o membro do conselho diretivo do BCE e presidente do banco central da Estônia, Ardo Hansson, afirmou que as compras de bônus de países debilitados do bloco pela autoridade monetária serão "substanciais e sustentáveis". Ele comentou ainda que o banco central estuda outras medidas extraordinárias, o que pode incluir operações de empréstimos de longo prazo (LTRO, na sigla em inglês) ou suavizações nas regras dos colaterais exigidos em troca dos empréstimos.
"Existe a sensação de que, seja o que for que o BCE tem em mente, provavelmente vai ajudar a mitigar a crise", afirma Jim Russel, estrategista-chefe de ações da U.S. Bank Wealth Management. "Sim, a Europa está em recessão. Sim, existem riscos. Mas talvez o cenário de fim do mundo tenha sido evitado", acrescentou.
Em Nova York, os setores de tecnologia e matéria-prima tiveram os maiores ganhos entre os dez segmentos do S&P 500. As ações da Best Buy subiram 13,32%, após Richard Schulze, fundador e ex-executivo-chefe da varejista de produtos eletrônicos, fazer uma oferta para comprar a participação que ainda não possui na companhia.
Na contramão, os papéis da Knight Capital perderam 24,20%, após a corretora informar que vendeu US$ 400 milhões em ações preferenciais conversíveis para fortalecer sua base de capital, após um problema tecnológico na semana passada lhe gerar um prejuízo de quase US$ 440 milhões. E a Tyson Foods perdeu 7,99%, depois de divulgar uma queda de 61% no lucro do segundo trimestre e reduzir sua previsão de receita para este ano. As informações são da Dow Jones.
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