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Bolsas da Europa reduzem perdas ao final do pregão

 Expectativa de que o BCE comece a comprar títulos da Espanha e Itália continua dando fôlego às ações europeias

08 de agosto de 2012 | 14h 21
Sergio Caldas, da Agência Estado

LONDRES - Depois de uma queda generalizada mais cedo, as bolsas europeias reduziram as perdas ou asseguraram altas modestas no final do pregão desta quarta-feira, na esteira de três pregões de sólidos ganhos. A expectativa de que o Banco Central Europeu (BCE) comece a comprar títulos da Espanha e Itália parece continuar dando fôlego às ações europeias. O índice Stoxx Europe 600 subiu 0,15% e fechou aos 269,20 pontos.

Na maior parte da sessão, as bolsas recuaram após balanços desfavoráveis, como o do grupo de serviços financeiros holandês ING Groep, cujo lucro caiu 22% no segundo trimestre em relação a igual período do ano passado, e o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) reduzir sua projeção para o crescimento do Reino Unido. Além disso, a Standard & Poor''s revisou a perspectiva dos ratings da Grécia de "estável" para "negativa".

Também pesaram na Europa a alta nos yields (retorno ao investidor) da dívida espanhola e italiana e o dado fraco da produção industrial da Alemanha, que caiu 0,9% em junho, mais do que a retração de 0,8% prevista para o mês.

Os investidores, no entanto, se apegam à possibilidade de o BCE voltar a comprar títulos federais da zona do euro no mercado secundário, como foi indicado pelo presidente da instituição, Mario Draghi, na semana passada.

As preocupações com a frágil situação da zona do euro, no entanto, estão longe de ser superadas. O próprio ING disse nesta quarta-feira que reduziu significativamente sua exposição à Espanha em julho ante março. Por outro lado, a Comissão Europeia garantiu que Madrid não pediu a antecipação da primeira tranche do pacote de ajuda de até 100 bilhões de euros para o setor bancário espanhol. A CE pretende liberar a parcela inicial, de 30 bilhões de euros, até outubro, mas o El País publicou na internet que a tranche já seria disponibilizada nos próximos dias.

Em Londres, o índice FTSE 100 acabou fechando na máxima do dia, aos 5.845,92 pontos, com um ligeiro ganho de 0,08% em relação a ontem e após bater a mínima de 5.801 pontos. A recuperação veio com o salto de 7,1% que o Standard Chartered deu após notícias de que o órgão regulador financeiro de Nova York pode ter exagerado nas acusações contra o banco britânico. Segundo a denúncia, a instituição teria mediado pelo menos US$ 250 bilhões em transações ilegais com entidades iranianas.

O índice CAC-40, de Paris, caiu 0,43% para 3.438,26 pontos, reagindo às notícias negativas da Alemanha e do Reino Unido, segundo um trader. Os investidores também aproveitaram para embolsar lucros, após o ganho acumulado de 6,8% das três ultimas sessões. Schneider Electric perdeu 4% hoje. Por outro lado, a montadora Peugeot avançou 2% após suspender entregas de carros elétricos feitos em parceira com a japonesa Mitsubishi.

Em Madri, o índice Ibex-35 registrou uma forte queda de 0,84%, para 7.150,20 pontos. Em seu pior momento, no entanto, o índice espanhol chegou a cair para 7.039,80 pontos. A agência de viagens Amadeus tombou 6,6% após notícias de que a Iberia Airlines fez hedging da participação que detém na empresa. Já o Bankia disparou 24% depois de o El País afirmar que a primeira parcela do pacote de ajuda para o setor bancário espanhol poderá ser liberada em breve.

Em Milão, o índice FTSE Mib subiu 0,07%, para 14.665,30 pontos, longe da mínima no dia, de 14.470 pontos. Os destaques do dia foram Tod (+10,3%) e Telecom Itália (+2,6%). Mediaset, por sua vez, recuou 3,3%.

O índice Dax, de Frankfurt, fechou praticamente estável, com perda de 0,03% para 6.966,15, a máxima da sessão. A bolsa alemã praticamente zerou as perdas depois de a Fitch reiterar o rating ''AAA'' da Alemanha, com perspectiva estável. Mas grandes empresas tiveram fortes perdas, como Lufthansa (-3%), ThyssenKrupp (-1,3%) e Volkswagen (-1%).

Em Lisboa, o índice PSI-20 recuou 0,09%, para 4.831,24 pontos, após o ganho de 2,76% garantido no pregão de terça-feira.

Entre bolsas menores da Europa, a de Atenas perdeu 1,5%, com o índice ASE fechando a 611,34 pontos, pressionada pelo relatório da Standard & Poor''s. As informações são da Dow Jones.



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