Bolsas em Nova York devolvem perdas e fecham estáveis
Meia-volta se deu após sinais de que autoridades gregas teriam aceito cumprir as exigências da União Europeia e do FMI
NOVA YORK - Os principais índices do mercado de ações dos Estados Unidos fecharam praticamente estáveis, após passarem boa parte do pregão em território negativo diante de dados decepcionantes sobre as vendas no varejo e de receios com os problemas da Europa. Nos últimos minutos do pregão, no entanto, as bolsas voltaram à estaca zero em meio a sinais de que as autoridades gregas estão decididas a cumprir as exigências da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional.
O Dow Jones subiu 4,24 pontos, ou 0,03%, para 12.878,28 pontos. O Nasdaq avançou 0,44 ponto, ou 0,02%, para 2.931,83 pontos. O S&P 500 teve declínio de 1,27 ponto, ou 0,09%, para 1.350,50 pontos.
Mais cedo, o Departamento de Comércio dos EUA divulgou que as vendas no varejo em janeiro subiram 0,4% ante dezembro, mas economistas esperavam um aumento de 0,8%. Foi o terceiro mês consecutivo em que a leitura desse indicador desapontou o mercado, que já acordou nesta terça-feira preocupado com o fato de a agência de classificação de risco Moody''s ter rebaixado ontem as notas de crédito de vários países europeus, entre eles a Espanha, a Itália e Portugal, e colocado em negativa a perspectiva para os ratings triplo A da França, do Reino Unido e da Áustria.
As bolsas acentuaram as perdas depois de Jean-Claude Juncker, presidente do conselho de ministros de Finanças da zona do euro afirmar que as autoridades do grupo decidiram mudar uma reunião que aconteceria em Bruxelas amanhã para uma teleconferência, visto que a Grécia e os representantes da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI) ainda precisam acertar detalhes técnicos antes de o Eurogrupo poder debater a ajuda externa ao país.
O humor dos investidores só melhorou depois de o líder do Partido Socialista da Grécia, George Papandreou, ter entregue ao gabinete do primeiro-ministro, Lucas Papademos, uma carta em que assume o compromisso de cumprir as medidas previstas no plano de austeridade fiscal aprovado no fim de semana pelo parlamento grego.
Tanto a União Europeia quanto o Fundo Monetário Internacional exigiram que os líderes políticos gregos assumissem por escrito o compromisso de adotar, após a eleição de abril, medidas como a redução do salário mínimo e a demissão de milhares de servidores públicos. Isso porque a ajuda financeira ao país deve ser liberada até março e a pressão dos eleitores contra a austeridade fiscal poderia levar os políticos a deixarem para trás as promessas feitas aos credores. As informações são da Dow Jones.
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