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Bolsas em Nova York encerram pregão com ganhos

A exemlo dos mercados europeus, os norte-americanos também foram impulsionados por dados de emprego dos EUA

03 de fevereiro de 2012 | 19h 46
Gustavo Nicoletta, da Agência Estado

NOVA YORK - Os principais índices do mercado de ações dos Estados Unidos fecharam em alta, impulsionados por dados que mostraram um aumento no número de postos de trabalho criados no país em janeiro e uma aceleração no ritmo de expansão da atividade do setor de serviços norte-americano.

O Dow Jones subiu 156,82 pontos, ou 1,23%, para 12.862,23 pontos, fechamento mais alto desde 19 de maio de 2008. O Nasdaq avançou 45,98 pontos, ou 1,61%, para 2.905,66 pontos, encerrando o pregão com a maior pontuação desde dezembro de 2000. O S&P 500 teve ganho de 19,36 pontos, ou 1,46%, para 1.344,90 pontos. Na semana, os três índices acumularam alta, com destaque para o Nasdaq, que subiu 3,16%, seguido por S&P 500 (+2,17%) e Dow Jones (+1,59%).

Dados divulgados mais cedo mostraram que a economia dos EUA criou 243 mil empregos em janeiro - mais do que as 125 mil vagas esperadas por analistas - e que a taxa de desemprego do país caiu para 8,3% durante o período, de 8,5% em dezembro. Além disso, o índice do Instituto para Gestão de Oferta (ISM, em inglês) sobre a atividade do setor de serviços norte-americano avançou para 56,8 no mês passado, de 53,0 em dezembro. Leituras superiores a 50 indicam expansão.

Apesar dos sinais de melhora, o quadro do mercado de trabalho dos EUA continua fraco, assim como a situação do setor de habitação do país, o que pode impor uma barreira ao avanço das bolsas. "Não acho realista esperar mais do que uma recuperação opaca para a economia e, para mim, isso significa um mercado de ações volátil", disse Len Blum, sócio-gerente da Westwood Capital. "Acho que há a impressão de que teremos uma economia mais forte, mas ainda temos muito a fazer até ficarmos fora de perigo", acrescentou.

O mercado está começando a dar mais atenção para o saldo da temporada de balanços. Mais da metade das empresas que fazem parte do S&P 500 já anunciou resultados do quarto trimestre e, entre elas, 60% superaram as estimativas de analistas, enquanto 29% decepcionaram, de acordo com dados divulgados pela Thomson Reuters. O restante apresentou números que vieram em linha com as expectativas.

Os dados podem soar positivos, mas mostram uma taxa abaixo da média de empresas que superaram estimativas e acima da média para as companhias que desapontaram. Além disso, a taxa de crescimento no lucro das companhias do S&P 500 que apresentaram balanço até o momento soma 8,4%, mas isso quando é levado em consideração o resultado da Apple. Se a empresa for retirada do cálculo, essa taxa cai para 5,3%.

"Acho que o avanço nas ações tem mais a ver com o cenário macroeconômico", disse Gary Flam, gerente de portfólios da Bel Air Investment Advisors. "Isso está puxando o rali mais do que os balanços. Estamos vendo um número significativo de empresas com lucro decepcionante, ou correspondendo à expectativa de lucro e desapontando em relação à receita", acrescentou.

Analistas que apostam na alta das bolsas, no entanto, afirmam que as ações continuam baratas em termos históricos, visto que os preços em geral equivalem a 13 vezes o lucro das companhias. "Acho que os números são suficientemente bons para justificar os níveis atuais do mercado", disse Michael Church, presidente da Addison Capital. As informações são da Dow Jones.

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