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Bolsas europeias terminam pregão em direções opostas

Resultado de eleições na Grécia divide opiniões ao mesmo tempo que crescem as preocupações com a Espanha

18 de junho de 2012 | 14h 23
Renan Carreira, da Agência Estado

LONDRES - As bolsas europeias fecharam em direções divergentes nesta segunda-feira. Por um lado, houve animação com a vitória do partido conservador Nova Democracia na Grécia; por outro, surgiram dúvidas sobre se a legenda vai conseguir formar um governo forte. Além disso, a preocupação com a Espanha persiste: o yield (retorno ao investidor) atingiu mais cedo um novo recorde desde a criação do euro, superando 7%. O outro destaque negativo foi a Itália, que é vista como a "próxima da fila" a mergulhar na crise após a nação espanhola. O índice Stoxx Europe 600 terminou a sessão em alta discreta de 0,06%, aos 244,36 pontos.

A Grécia teve eleições domingo, depois do resultado do pleito de maio ficar em um impasse, já que um governo de coalizão não foi formado. Desta vez, o Nova Democracia, que é favorável ao segundo pacote de resgate à Grécia, triunfou, diminuindo as tensões no mercado. Entretanto, a incerteza reside agora sobre se a sigla conservadora vai conseguir montar um governo forte. O índice ASE, da Bolsa de Atenas, subiu 3,64%, aos 580,67 pontos.

Os mercados de bônus tiveram pouco conforto com o resultado na Grécia. Na segunda-feira, o yield dos bônus de 10 anos da Espanha atingiu o pico de 7,229%, o maior nível desde a implementação do euro, em 1999, na comparação com 6,838% no fim da tarde de sexta-feira. O índice Ibex-35 da Bolsa de Madri teve queda de 2,96%, para 6.519,90 pontos. Os bancos registraram baixas, com Bankia (-9%), Santander (-4,6%) e BBVA (-4,2%).

Na Itália, o yield dos bônus de 10 anos chegaram a avançar 13 pontos-base, para 6,07%. Em Milão, o índice FTSE MIB fechou em baixa de 2,85%, a 13.009,63 pontos. Banca Popolare dell''Emilia Romagna Scarl caiu 4,7%.

No Reino Unido, Barclays recuou 2,4%, Lloyds Banking Group teve queda de 3,6% e Royal Bank of Scotland registrou perda de 5%. Em Londres, o índice FTSE-100 encerrou com valorização de 0,22%, aos 5.491,09 pontos. British American Tobacco subiu 1,2%. Em Frankfurt, o índice DAX registrou ganho de 0,30%, aos 6.248,20 pontos. BMW subiu 2,1% e Daimler avançou 2,1%.

O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, teve queda de 0,69%, finalizando a 3.066,19 pontos. Os bancos também recuaram, com Société Générale (-4,3%), Crédit Agricole (-3,4%) e BNP Paribas (-4,4%). Por outro lado, Electricité de France avançou 2,8% após ter seus papéis mais bem avaliados pelo Exane BNP Paribas. O índice PSI-20, da Bolsa de Lisboa, terminou o dia com ganho 0,27%, aos 4.575,53 pontos. As informações são da Dow Jones.



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