Bovespa fecha com alta de 2,96% com China e EUA
Mercado viu nos dados favoráveis de atividade divulgados na China e nos Estados Unidos um estímulo para voltar a assumir risco
SÃO PAULO - Setembro começou bem para a Bovespa, que fechou com expressiva valorização, na máxima de 2,96%, aos 67.072,53 pontos, em sintonia com as Bolsas norte-americanas e europeias. O mercado viu nos dados favoráveis de atividade divulgados na China e nos Estados Unidos um estímulo para voltar a assumir risco. Apenas cinco ações do Ibovespa terminaram o dia no vermelho. Os investidores estrangeiros foram destaque na ponta compradora, ajudando a puxar para cima o volume financeiro, que atingiu R$ 7,471 bilhões.
O start para as compras veio logo cedo, com os sinais de recuperação da atividade industrial na China, atenuando as preocupações sobre uma desaceleração do país neste segundo semestre. O PMI chinês, referente à produção industrial, subiu para 51,7 em agosto, ante 51,2 em julho, marcando a primeira alta após três meses seguidos de baixa. O PMI concorrente, divulgado pelo HSBC, também mostrou expressiva melhora da atividade, passando de 49,4 em julho para 51,9 em agosto.
Outra boa notícia foi a aceleração do PIB da Austrália no segundo trimestre para 1,2% em base trimestral, ante previsão de 0,9%.
No meio da manhã, a Bovespa reforçou os ganhos, acompanhando o exterior, comemorando a expansão acima do esperado do índice de atividade industrial do Instituto para Gestão de Oferta (ISM), que atingiu 56,3 em agosto, ante 55,5 em julho.
Para o gerente da área de pesquisa da Planner, Ricardo Martins, o dado mais relevante do dia para a bolsa brasileira foi o de atividade manufatureira da China. "A locomotiva do mundo mostrou que tem condições de segurar a economia, enquanto Europa e EUA ainda buscam alternativa de sustentabilidade", disse.
As ações de empresas ligadas ao setor de commodities tiveram um dia de euforia na Bovespa, como há muito não se via. As altas dos papéis mais representativas do setor variaram entre 3% e 5%. Vale ON disparou 4,63% e PNA subiu 4,51%, sendo que esta última se notabilizou pelo elevado volume negociado (R$ 862,473 milhões).
No caso da mineradora brasileira, o bom desempenho foi atribuído também ao anúncio pelo governo de Mato Grosso de uma descoberta de depósitos com 11,5 bilhões de toneladas de minério de ferro e 450 milhões de toneladas de fosfato. As jazidas ficam na região oeste de Mato Grosso, no município de Mirassol D´Oeste. O teor médio de ferro nas rochas é de 41% e no caso do fosfato é de 6,5%.
Entre as siderúrgicas, Metalúrgica Gerdau subiu 5,08%; Gerdau PN, +3,81%; CSN ON,+4,46% e Usiminas ON, +4,03%.
A expectativa positiva em relação à definição do preço do barril do petróleo, esperada para hoje, embalou as compras de Petrobrás. A ON se valorizou 5,61% e a PN +3,72%. Segundo operadores, o mercado está posicionado para um preço do barril do petróleo da cessão onerosa entre US$ 8 e US$ 8,5.
Até o começo da noite não havia saído nenhuma informação sobre a reunião do Conselho Nacional de Política Enérgica (CNPE), prevista para as 16 horas, em que será aprovado formalmente o preço. Segundo fontes ouvidas pela Agência Estado, o presidente Lula teria dado na manhã de hoje sua "bênção" para o preço do barril do petróleo que será adotado na capitalização da Petrobrás. Esse seria o motivo pelo qual ele não iria participar da reunião.
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