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Bovespa segue otimismo externo e tem 3ª alta consecutiva

 A boa performance das blue chips ajudaram a puxar a Bolsa para cima e de volta aos 55 mil pontos

03 de julho de 2012 | 17h 29
Alessandra Taraborelli, da Agência Estado

SÃO PAULO - A ausência de notícias ruins e a expectativa de que novas medidas de estímulo possam ser adotadas pelo Banco Central Europeu (BCE) e pelo Banco da Inglaterra (BoE) contribuíram para a Bovespa encerrar em alta pelo terceiro dia seguido e de volta aos 55 mil pontos. A boa performance das blue chips - Petrobras e Vale - e das ações de siderúrgicas e de bancos também ajudaram a puxar a Bolsa para cima. Apesar dos mercados em Nova York terem fechado mais cedo, em razão do feriado do Dia da Independência na quarta-feira, a Bolsa seguiu a tendência internacional.

O Ibovespa encerrou com valorização de 1,99%, aos 55.780,32 pontos. Na mínima, o índice ficou praticamente estável aos 54.704 pontos (+0,02%) e, na máxima, 56.228 pontos (+2,81%). No mês, o índice apura ganho de 2,62%. No ano, no entanto, a performance ainda é negativa, -1,72%. O giro financeiro ficou em R$ 7,306 bilhões.

Um operador lembrou que há boas opções de compra no mercado. "Se você pensar no longo prazo, há boas oportunidades. Há papéis bons que apanharam muito, mas é preciso ter paciência", disse a fonte.

As ações da Petrobras fecharam em alta, acompanhando a performance do petróleo no mercado internacional. O papel ON subiu 3,91% e o PN, +3,43%. Na Nymex, o contrato de petróleo com vencimento em agosto encerrou com valorização de 4,7%, a US$ 87,66 o barril. A commodity subiu em meio às renovadas tensões sobre o Irã e à greve do setor na Noruega.

Já Vale pegou carona no preço dos metais e também nos ganhos do setor de siderurgia. A ação ON registrou valorização de 1,89% e a PNA, +1,87%. Entre as siderúrgicas, Usiminas PNA +8,32%, Gerdau Metalúrgica PN +0,90% e CSN PN, +4,50%. Os papéis reagem a rumores de que o setor conseguiu repassar um aumento de preços de 8,5% neste mês, em razão da alta do preço do dólar.

Entre os bancos, Bradesco subiu 2,57%, Itaú Unibanco avançou 2,01% e as units do Santander ganharam 0,97%.

Já o lado negativo foi comandado pelo setor elétrico, que refletiu a notícia da véspera, de que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou redução média em 9,33% nos valores da contas de luz cobradas pela Eletropaulo, de acordo com o 3º Ciclo de Revisão Tarifária Periódica do setor. Com isso, o papel da empresa caiu 10%. Também tiveram performance negativa CPFL ON -3,31% e Cesp PNB -1,89 - todas foram destaque de queda do índice.

Em Nova York, as bolsas fecharam às 14 horas em alta. O Dow Jones ganhou 0,56%, o S&P 500 subiu 0,62% e o Nasdaq, + 0,84%.



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