Bovespa sobe quase 2% e supera os 58 mil pontos
Melhora do humor externo e papéis da Petrobras, que se recuperar ao longo da sessão, ajudaram a Bolsa se manter no azul
SÃO PAULO - A Bovespa pegou carona na melhora de humor externa e encerrou esta segunda-feira acima dos 58 mil pontos, no maior nível em quase três meses. Embora no cenário internacional nada tenha mudado no que diz respeito à situação fiscal dos países da zona do euro, os mercados estão dando um voto de confiança para o Banco Central Europeu, de Mario Draghi, com esperanças de que alguma medida concreta possa ser anunciada. Enquanto isso não acontece, aumenta o apetite dos investidores por risco. Internamente, a Petrobras foi do inferno ao céu, recuperando-se de um tombo de cerca de 6% durante a primeira parte dos negócios.
O Ibovespa encerrou a sessão desta segunda-feira com valorização de 1,90%, aos 58.344,61 pontos, maior patamar desde 11 de maio, quando chegou aos 59.445,21 pontos. O principal índice da Bolsa variou entre os 56.893 pontos (-0,63%), na mínima, e os 58.996 pontos (+3,04%), na cotação máxima do dia. No mês de agosto, a Bolsa acumula ganho de 4,01%, e, no ano, de 2,80%. O giro financeiro alcançou R$ 6,769 bilhões.
"Muito investidor estava desalocado, e, mesmo com recursos, não comprava em função de cenários externo. Com essa trégua, a Bolsa consegue espaço para se recompor", sintetizou o operador da mesa institucional da Renascença Corretora, Luiz Roberto Monteiro.
Analisando graficamente o desempenho do Ibovespa, o principal índice da Bolsa rompeu nesta segunda-feira uma importante resistência, a dos 57.800 pontos. Superados outros topos históricos após esse patamar, Monteiro acredita que a Bovespa está pronta para testar os 59.400 pontos ou até ir direto rumo aos 60 mil.
No campo corporativo, o grande destaque do dia foi a Petrobras. Se o balanço decepcionante do segundo trimestre da companhia, anunciado na noite da sexta-feira, afugentou os investidores e, no início dos negócios, fez os papéis da empresa caírem cerca de 6%, foi só a presidente da estatal, Graça Foster, se pronunciar durante teleconferência para analistas e investidores que o mercado repensou seu posicionamento. A executiva afirmou que os fatores que levaram a companhia ao prejuízo de R$ 1,346 bilhão no período não devem se repetir nos próximos trimestres.
Se o balanço de uma empresa é considerado "um farol voltado para trás", os investidores preferiram olhar para frente e, mais confiantes, começaram a recompor suas posições, fazendo os papéis ON avançarem 0,15% hoje e, os PN, reduzirem suas perdas para -0,10%.
Na esteira dos contratos futuros de metais, que fecharam quase todos em alta na London Metal Exchange (LME), as ações ON e PNA da Vale subiram 1,07% e 1,10%, respectivamente.
Em Wall Street, o Dow Jones encerrou o dia em alta de 0,16%, o S&P 500 subiu 0,23% e o Nasdaq registrou valorização de 0,74%.
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