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Descolado do exterior, dólar cai e beira 'piso' de R$ 2

Com queda de 0,25%, a cotação do dólar à vista fechou a R$ 2,017 em dia de liquidez reduzida

09 de agosto de 2012 | 18h 21
Cristina Canas, da Agência Estado

SÃO PAULO - O dólar à vista fechou nesta quinta-feira a R$ 2,017 no mercado doméstico de balcão, com queda de 0,25%. Depois de iniciar em alta de 0,15%, a R$ 2,025, a cotação só caiu, descolando-se por completo da trajetória que o dólar sustentou durante todo o dia em relação ao euro, no exterior. Os operadores atribuíram o movimento a um fluxo positivo concentrado no segmento comercial, aos sinais de melhora no mercado de trabalho dos Estados Unidos e à vontade dos investidores de testar o piso informal da moeda americana.

"Com a liquidez reduzida e diante de uma trégua no noticiário negativo externo, os investidores vão ganhando confiança e, aos poucos, o dólar volta a encostar em R$ 2", disse um experiente operador. Ele avaliou ainda que, se o mercado continuar tranquilo, a cotação pode ceder mais na quinta-feira. Nesse caso, a tendência seria de os investidores retomarem as expectativas de uma intervenção do Banco Central.

Vale lembrar que a última vez em que o dólar caiu abaixo de R$ 2 foi no dia 3 de julho e, naquela data, o diretor de Política Monetária do BC, Aldo Mendes, deu uma entrevista à Agência Estado, na qual citou os benefícios de a cotação se manter acima de R$ 2. Como resultado, o dólar fechou a R$ 2,015 e os investidores respeitaram essa marca como piso, desde então. Mais cedo, Aldo falou, mas o mercado não encontrou motivos para operar com base nas suas palavras.

Na mínima do dia, a cotação do dólar foi de R$ 2,015, com perda de 0,35%. No mercado futuro, às 17h25, o dólar setembro estava em R$ 2,024, com desvalorização de 0,34%.

A máxima da abertura do dólar à vista foi impulsionada pelo noticiário externo. O destaque foi o dado mostrando enfraquecimento da produção industrial da China. Ainda assim, num segundo momento, os investidores fizeram uma leitura positiva da situação e resolveram apostar que o banco central chinês será mais um a montar medidas de incentivo à economia, juntamente com as autoridades monetárias dos Estados Unidos e da Europa.



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