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Flexibilização para exportadores deixa dólar estável

Exportador volta a operar com pré-pagamento com empresas e instituições que não sejam as importadoras

28 de junho de 2012 | 17h 56
Cristina Canas, da Agência Estado

SÃO PAULO - O Banco Central esperou o mercado à vista de câmbio encerrar as operações para dar aos investidores a notícia mais importante do dia. Os exportadores poderão voltar a fazer operações de pré-pagamento com instituições financeiras ou empresas que não sejam as importadoras de seus produtos. Em março, dando sequência à lista de medidas que visavam evitar a valorização excessiva do real, esse tipo de financiamento às exportações tinha sido limitado aos importadores e por prazos de, no máximo, 360 dias. Na ocasião, a medida foi considerada agressiva por parte dos operadores que atuam nesse segmento.

Vale registrar que a restrição de prazo continua valendo. Ainda assim, a expectativa dos operadores é de que mais esse passo atrás da equipe econômica nas medidas de restrição cambial aliviará a pressão de alta registrada sobre as cotações do dólar, nos últimos pregões. O primeiro retrocesso foi o encurtamento, de 1800 dias para 760 dias, nos prazos de empréstimos estrangeiros diretos tributados com IOF de 6%.

Em seis sessões, entre os dias 19 e quarta-feira, o dólar à vista de balcão saiu de R$ 2,030 para R$ 2,083, com uma valorização de 2,61% no período.

Nesta quinta-feira, porém, a moeda norte-americana encerrou os negócios estável, repetindo a marca de R$ 2,083, embalada pelo anúncio de que o Banco Central fará, na sexta-feira, mais uma oferta de 60 mil swaps cambiais, correspondente a uma venda de dólares de US$ 3 bilhões. Será a terceira operação em três pregões consecutivos e, se os investidores absorverem a totalidade dos contratos, como ocorreu ontem e hoje, a autoridade monetária terá despejado no mercado o equivalente a cerca de US$ 9 bilhões.

Em meio às duas informações, e às movimentações que envolvem a rolagem de posições no mercado futuro, o dólar julho registrava queda de 0,05%, a R$ 2,0775, às 17h24. O dólar agosto, que está ganhando liquidez com a proximidade do vencimento de julho, mantinha sinal de alta, a R$ 2,0,90 (+0,10%).

Lá fora, onde o clima continua sendo de apreensão em relação ao resultado da reunião da União Europeia, que começou nesta quinta-feira e se estende até sexta-feira, o euro estava em US$ 1,2444 no final da tarde, ante US$ 1,2467 no final da tarde de quarta-feira, em Nova York.



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