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15 de Abril de 2010

 

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Grande trader desencadeou forte declínio no mercado de NY em maio de 2009

Venda repentina de ações causou choque no mercado e ficou conhecida como 'flash crash'

01 de outubro de 2010 | 17h 28
Regina Cardeal, da Agência Estado

WASHINGTON -

Os reguladores federais dos EUA revelaram que uma ordem de venda de 75 mil contratos futuros por um grande trader que utiliza programa de negociações por algoritmos desempenhou um papel central no forte declínio do mercado em 6 de maio passado, no que ficou conhecido como "flash crash".

Num amplamente antecipado relatório conjunto, a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês) e pela comissão de valores mobiliários dos EUA (SEC) afirmaram que o algoritmo usado pelo trader não funcionou como se esperava. A ordem automatizada vendeu 75 mil contratos futuros E-mini do Standard & Poor's 500 estimados em US$ 4,1 bilhões em apenas 20 minutos. Em condições normais de mercado num outro dia, uma transação semelhante feita pelo trader levou mais de cinco horas para ser executada.

O resultado desta venda repentina de contratos provou um "choque" no mercado, disse o comissário da CFTC Bart Chilton em comunicado.

As firmas e traders de alta frequência que executam ordens rápidas nos mercados em instrumentos semelhantes para lucrar com os spreads estão entre os que entraram para comprar alguns dos contratos. Mas logo estas firmas mudaram de posição e rapidamente venderam estes contratos futuros ou contratos equivalentes nos mercados acionários, deixando o mercado sem compradores suficientes para absorver todas as ordens de venda.

Os que atuam por arbitragem se moveram para outras partes e em minutos houve uma ruptura nos mercados, disse Chilton. A falta de relacionamento entre os mercados exacerbou o problema, acrescentou.

A CFTC e a SEC adiaram em parte o relatório porque a CFTC temia a divulgação de detalhes do grande trader em questão. O Wall Street Journal e outras organizações de mídia identificaram a firma como Waddell & Reed Financial Inc. A Waddell tem dito que não pretendia causar problemas ao mercado.

O relatório divulgado hoje não menciona o nome do trader, mas a CFTC e a SEC buscaram obter um pedido oficial do Congresso a fim de terem cobertura legal para revelar o montante das posições detidas pelo grande trader. A lei federal proíbe que a CFTC revele nomes ou posições de companhias individualmente, mas admite exceções em casos de pedidos de informação do Congresso.

Separadamente, o presidente da CFTC, Gary Gensler, disse que o relatório sobre o "flash crash" sugere que a agência precisa agir para abordar questões sobre como as ordens são executadas no mercado. As informações são da Dow Jones.





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